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Cultura e Extensão


Publicação: 26/08/2016
Inscrições abertas para curso sobre extração de expressões multipalavras

Curso será ministrado pelo professor Carlos Ramisch

 

Estão abertas, até o dia 30 de agosto, as inscrições para o curso Identificação e extração de expressões multipalavras, oferecido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. O objetivo é apresentar noções básicas sobre o tema e discutir suas diversas aplicações, contribuindo com os pesquisadores e alunos de pós-graduação da área de Processamento de Linguagem Natural. O curso, que será ministrado em português, é gratuito e possui 60 vagas disponíveis. 

Aberto a todos os interessados, a iniciativa será realizada nos dias 1 e 2 de setembro, das 9 às 12 horas, nos laboratórios 5 e 6 do Instituto, que estão localizados no bloco 6. Para se inscrever, basta acessar o Sistema Apolo. Coordenado pelo professor Thiago Pardo, do ICMC, o curso será ministrado pelo professor Carlos Ramisch, da Aix-Marseille University

 


Mais informações

Inscrições: icmc.usp.br/e/d1412
Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC: (16) 3373.9146
E-mail: ccex@icmc.usp.br

Cultura e Extensão

Publicação: 23/08/2016
Coral da USP São Carlos se apresenta na próxima quinta-feira no ICMC

 

O Coral da USP São Carlos irá se apresentar na próxima quinta-feira, 25 de agosto, às 13h15, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. O evento faz parte das atividades do Simpósio de Matemática para a Graduação (SiM), é gratuito, aberto a todos os interessados e não demanda inscrições prévias.

No espetáculo, o público poderá conferir os sucessos Dindi e Falando de amor, de Tom Jobim; Skyfall, de Adele e Paul Epworth; e Amazing Grace, de John Newton. A coordenação e regência do coral estão por conta do maestro Sergio Alberto de Oliveira, fundador do coral da USP em Ribeirão Preto. O maestro possui experiência na área de artes, com ênfase em música, atuando principalmente em temas como canto coral, música coral, teatro musical, música popular, canção polifônica e coro cênico. Ele já levou seus grupos a apresentações e turnês pelo Brasil e por países como Itália, Argentina e Grécia.

Promovido pela Comissão de Ação e Integração Social do ICMC, o coral começou seus ensaios em outubro de 2015 e conta com participantes da comunidade são-carlense, além de funcionários, professores e alunos do campus da USP, em São Carlos. A iniciativa conta, ainda, com o apoio da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC e do Grupo Coordenador de Atividades de Cultura e Extensão Universitária do campus.

 


Mais informações
Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC: (16) 3373.9146

E-mail: ccex@icmc.usp.br

Cultura e Extensão

Publicação: 18/08/2016
Inscrições abertas para curso sobre cálculo fracionário e sua relação com processos estocásticos

 

Professor Federico Polito vai ministrar o curso no ICMC

 

Estão abertas as inscrições para o curso gratuito Introdução ao cálculo fracionário e sua relação com processos estocásticos, que será oferecido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, na próxima segunda-feira, 22 de agosto. As inscrições podem ser realizadas até o dia 21 por meio do Sistema Apolo neste link: icmc.usp.br/e/0b8d3.

Voltado para alunos de mestrado e doutorado e demais pesquisadores interessados no tema, o curso tem como objetivo proporcionar uma apresentação inicial sobre os tópicos de cálculo fracionário e mostrar algumas aplicações atuais. As aulas acontecerão das 10 às 17h20 no auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111) e serão ministradas pelo professor Federico Polito, da Università di Torino.

No mesmo auditório, na sexta-feira, dia 26 de agosto, às 10 horas, haverá o seminário Prabhakar Operators and Related Stochastic Processes, que é complementar ao curso e também será ministrado pelo professor Federico. Esse seminário é aberto à participação de todos os interessados, não demanda inscrições prévias e faz parte do ciclo de Seminários de Probabilidade e Sistemas Complexos. Tanto o minicurso quanto o seminário são promovidos pelo Programa Interinstitucional de Pós-Graduação em Estatística (PIPGEs), uma iniciativa conjunta do ICMC e da UFSCar. Informações adicionais podem ser obtidas neste site: http://scpc.icmc.usp.br/seminar.html

 

Mais informações
Link para inscrições: icmc.usp.br/e/0b8d3
Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC: (16) 3373-9146

Email: ccex@icmc.usp.br

Cultura e Extensão


Ensino


Publicação: 17/08/2016
ICMC forma 49 alunos nas áreas de Estatística, Matemática e Computação

O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, realizou mais uma cerimônia de colação de grau na última sexta-feira, 12 de agosto. Familiares, amigos e convidados de 49 alunos lotaram o auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano para presenciar o instante em que, simbolicamente, esses estudantes tornaram-se profissionais.

Confira as imagens do evento no Flickr e no Facebook.

 

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666

E-mail: comunica@icmc.usp.br

 
Ensino

Publicação: 09/08/2016
Visitas didáticas preparam alunos do ICMC para os desafios do mercado de trabalho

Estudantes do curso de Estatística foram ver como funciona a linha de produção da Faber Castell

 

O que a linha de produção de uma fábrica, uma escola indígena e o centro de inovação de uma empresa têm em comum? Esses são exemplos de locais em que é possível descobrir novas áreas de atuação profissional, preparar-se para enfrentar os desafios do mercado de trabalho e onde vocações podem ser despertadas. É isso que acontece durante as visitas didáticas realizadas pelos alunos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

“Visitar a Unilever foi como descobrir um sonho que nem ao menos sabia que existia. O pensar estratégico e a resolução de problemas são os maiores atrativos. Com certeza é uma empresa na qual eu quero trabalhar e onde me vejo daqui 10 anos”, conta Guilherme Ferreira, ex-aluno de Sistemas de Informação do ICMC. O depoimento foi dado após visita realizada na sede da Unilever, em São Paulo, no ano passado, junto com cerca de outros 30 estudantes do Instituto. As visitas à empresa são realizadas anualmente por meio do programa Unileversitário.

A viagem serve como complemento da disciplina Introdução a Sistemas de Informação, ministrada pela professora Simone Souza. Os alunos conhecem o Customer Insight and Inovation Center (CiiC), setor da empresa destinado a gerar inovações por meio do uso de tecnologias da informação. “É uma visita muito motivante, pois os alunos conseguem enxergar que não precisam atuar apenas na área de desenvolvimento de sistemas, mas também na melhoria do processo de negócio de uma companhia”, explica Simone. 

Muitas outras oportunidades de conhecer empresas surgem para os alunos do ICMC durante a graduação. “Dentro das coordenações de curso do Instituto, nós focamos muito nessa questão de motivar e auxiliar os estudantes a entenderem e descobrirem se estão no curso certo. Para isso, tentamos sempre promover essas iniciativas”, conta Simone. 

A docente cita ainda algumas visitas já realizadas pelo Instituto como a data centers em São Paulo, à HP, empresa de tecnologia de informação, e à Usina Hidrelétrica de Itaipu. Anualmente, alunos dos cursos de Sistemas de Informação e Ciências de Computação têm a oportunidade de conhecer a hidrelétrica, localizada na fronteira entre Brasil e Paraguai. Nessa visita, os alunos assistem a palestras ministradas por profissionais da usina, conhecem o processo de produção e distribuição de energia, a sustentabilidade da matriz energética, o desenvolvimento de sistemas abertos para o gerenciamento de recursos hídricos, além de questões relacionadas à segurança física e dos sistemas computacionais.

 

Anualmente, alunos dos cursos de Ciências de Computação e Sistemas de Informação visitam Itaipu

 

A estatística vai à indústria – A Faber Castell é outra empresa que recebeu a visita dos alunos do ICMC, dessa vez dos graduandos do curso de Estatística. Como complemento da disciplina Gestão de Qualidade, os estudantes conheceram, em maio deste ano, a Seção de Controle de Qualidade da Fábrica e as etapas de produção dos materiais desenvolvidos pela multinacional, que possui sede em São Carlos.

O objetivo foi mostrar aos alunos uma noção prática das metodologias de controle estatístico de processo, promovendo uma primeira interação com os profissionais do setor produtivo. “Eles conseguem visualizar onde aplicar aquilo que estão aprendendo na Universidade. Esse tipo de iniciativa deve ser feita de forma permanente e em todos os cursos, pois acredito que os outros estudantes também tenham essa necessidade”, diz Francisco Louzada, professor do ICMC e responsável pela visita à Faber.

“Essas visitas nos trazem uma experiência que pode ser utilizada até mesmo numa entrevista de emprego, pois vou ter uma visão melhor de como funciona uma fábrica e clarear minhas ideias”, conta a aluna Denise Rezende, que nunca havia visitado uma empresa. A estudante Natália Poles afirma que é muito importante, para um estatístico, conhecer todas as etapas de produção do produto que será disponibilizado no mercado: “Além de analisar os dados, o estatístico pode melhorar o resultado final de um produto e corrigir algum problema que venha a surgir durante seu processo de desenvolvimento”.

 

Natália (à esquerda) e Denize durante visita à Faber Castell

 

Aprendendo com outras culturas – Pensando em preparar os estudantes dos cursos de licenciatura do ICMC para os mais diversos cenários que terão que enfrentar quando se tornarem professores, as docentes Miriam Utsumi e Esther Prado levaram, em junho deste ano, 38 alunos para conhecerem a escola indígena da Aldeia Ekeruá, localizada em Avaí, interior de São Paulo. “Desde o ano passado, pensamos na questão da inclusão das minorias e decidimos dar uma atenção especial à educação indígena. Muitos professores ainda não estão preparados para atender o aluno índio e é importante que conheçam outra cultura”, explica Miriam.

A professora conta que, nos cursos de licenciatura, não é possível ter disciplinas mostrando todos os desafios que são enfrentados dentro de uma escola. Ao proporcionar esse tipo de visita, os licenciados podem ter um olhar diferenciado para lidar com algumas situações. “Nós fazemos várias viagens para complementar o currículo dos alunos de licenciatura. Visitamos escolas técnicas, matemotecas, para que eles conheçam os diversos ambientes de trabalho e vejam a construção de materiais didáticos diferenciados”.

 

Alunos dos cursos de licenciatura do ICMC conheceram as metodologias de ensino indígenas


A aluna Letícia Pradella, licencianda em Ciências Exatas, adora pesquisar sobre educação e, quando soube da visita à aldeia, resolveu participar: “Para mim, era muito abstrata a forma como o conhecimento é passado aos indígenas. A maneira de ensino não é a mesma, é outra realidade”, conta a estudante. Ou alunos gostaram tanto da experiência que convidaram os professores indígenas para ministrar palestras durante a Semana da Licenciatura, que será realizada em outubro no ICMC. 

Letícia também já fez outras viagens didáticas durante a graduação. Ela esteve presente em uma visita ao Hopi Hari, em que os estudantes aprenderam conceitos de física aplicados aos brinquedos do parque de diversões. “Na universidade, o aprendizado na sala de aula não basta. Quanto mais atividades extracurriculares a gente faz, melhor estamos preparados”, finaliza.

 

Para Letícia, as atividades extracurriculares são fundamentais durante a graduação

 


Texto: Henrique Fontes - Assessoria de Comunicação ICMC/USP


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Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666

Email: comunica@icmc.usp.br

Ensino

Publicação: 11/07/2016
Estudantes da USP aprendem a construir plataformas digitais para estimular doação de sangue e de notas fiscais

Propostas nasceram a partir da parceria estabelecida por uma professora do ICMC com a empresa RunWeb e com a startup Arquivei, da qual são sócios três ex-alunos do Instituto

 

Alunos de Engenharia de Computação e empreendedores da Arquivei no último dia de aula da professora Simone

 

Era uma vez uma professora chamada Simone Senger, que precisava ensinar conceitos de engenharia de software para uma turma de 32 alunos da USP em São Carlos. Era uma vez duas empresas são-carlense chamadas RunWeb e Arquivei, da qual são sócios três ex-alunos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC). Juntos, eles resolveram criar uma história diferente em sala de aula. Em um projeto piloto, desafiaram os estudantes a criarem projetos para resolver dois problemas reais da sociedade brasileira: a escassez de doadores de sangue e a dificuldade de doação de notas fiscais para instituições sem fins lucrativos. 

A moral dessa história não mora apenas nas cinco plataformas criadas pelos estudantes, abarca aprendizados não mensuráveis pelas metodologias tradicionais de desenvolvimento de software. Solidariedade, persistência, trabalho em equipe e gestão do tempo são palavras-chave que aparecem constantemente nos depoimentos dos alunos que tiveram a oportunidade de passar por essa experiência.

“Essa é uma das coisas que mais me deixa feliz ao fazer o trabalho: aquilo que a gente desenvolveu não vai só virar uma nota da disciplina, vai ajudar pessoas e uma instituição que tem um trabalho muito legal”, conta Adriano Belfort, 21 anos. Ele está no 4º ano do curso de Engenharia de Computação, oferecido em parceria pelo ICMC e pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). Junto com mais seis colegas de turma, Adriano desenvolveu um aplicativo e uma plataforma web para facilitar a doação de notas fiscais para o Instituto Fazendo História. O aplicativo para Android criado pelo grupo é capaz de ler o QR Code existente na nota fiscal e extrair os campos importantes como o número do documento, o valor e o CNPJ. As informações são enviadas para um servidor, que tem uma interface web desenvolvida para possibilitar que os funcionários do Instituto acessem esses dados. Nessa interface, eles podem ver todas as notas cadastradas e enviar as informações para o Governo. Hoje, as entidades fazem esse cadastro manualmente e o Governo só aceita a doação das notas que são registradas até o 20º dia do mês seguinte à emissão da nota. Ou seja, se a instituição não realizar o registro antes desse prazo, perde a chance de receber o benefício.

 

QR Doar facilita a doação de notas fiscais para o Instituto Fazendo História

 

“A lista de inovações desse projeto foi imensa. Geralmente, nossos trabalhos são focados em uma determinada matéria. Dessa vez, realmente conseguimos integrar todos os conhecimentos em prol de um serviço à comunidade, uma plataforma pública”, diz Raphael Ferreira, 25 anos. Ele e sua equipe, mais cinco estudantes do curso de Engenharia de Computação, criaram uma plataforma web para conectar organizadores de campanhas de doação de sangue e doadores. “Qualquer usuário pode fazer o cadastro de uma campanha e até sugerir o tipo de sangue de que mais estão precisando”, explica Raphael. “Já o doador se cadastra na plataforma por meio do Facebook e será notificado pela plataforma sempre que uma nova campanha de doação for cadastrada na região em que ele mora”, completa Jéssika Darambaris, 24 anos. Ao receber a notificação no Facebook, o doador poderá acessar a plataforma, visualizar as campanhas que estão sendo realizadas em sua região e informar se tem interesse em participar de uma delas. Se confirmar o interesse, cerca de uma semana depois da data de realização da iniciativa, o sistema envia uma nova notificação para checar se o usuário realmente fez a doação. Quando a participação é confirmada, a plataforma bloqueia o envio de novas notificações durante o período em que a pessoa não poderá fazer uma nova doação. Sempre que há mudanças em relação a datas e locais das campanhas, o doador também é notificado. 

 

Template do site Doa.la

 


Ao acessar o site criado pelo grupo, chamado Doa.la, a caixinha de presente vermelha da logomarca se destaca. Ao rolar a barra de rolagem, um mapa invade a tela com pequenas gotinhas de sangue que exercem o papel de marcadores locais. Se você é um doador, o que verá ali sinalizado são as campanhas de doação agendadas para acontecer na sua região. Agora se você é um organizador, a sinalização refere-se ao número de doadores cadastrados na região onde você está promovendo sua campanha. A plataforma conta também com um buscador, que permite encontrar facilmente uma campanha. “A maior proposta da professora foi fazer a gente viver a engenharia de software, não só estudar”, resume Jéssika.

Dentro da sala de aula – Estamos no final do primeiro semestre e a disposição da sala onde acontece a penúltima aula de engenharia de software, na área 2 do campus da USP em São Carlos, revela muito sobre a metodologia usada durante o processo de construção desses projetos. Há cinco mesas redondas com muitos laptops. Ao redor delas, os estudantes conversam e realizam os últimos ajustes em seus projetos. Na próxima semana, cada um deles terá 20 minutos para apresentar o produto que escolheram criar. Três deles optaram por construir plataformas para estimular a doação de notas fiscais e dois deles para doação de sangue. 

 

Na sala de aula, o clima é de desconcentração e concentração a um só tempo

 

Por entre as mesas circulam quatro integrantes da RunWeb e da Arquivei, dando os últimos palpites no que cada grupo mostra. O clima é de descontração e concentração a um só tempo. Colorindo as paredes, estão os post-its colados em cinco cartolinas. Tecnicamente, esses quadros são conhecidos como kanban boards, é onde cada etapa das atividades a serem desenvolvidas nos projetos fica registrada, o que facilita a visualização e gerenciamento do fluxo de desenvolvimento. Se você for à startup Arquivei, encontrará esses kanban boards com post-its por lá também.

“A gente tentou fazer uma versão para a sala de aula do que acontece em uma empresa na vida real”, pontua Jéssika. Foi essa exatamente a ideia da professora Simone e dos sócios das empresas quando resolveram unir forças para colocar em funcionamento esse pequeno laboratório de engenharia de software. A inspiração veio de uma proposta colocada em prática por outro professor do ICMC, Edson Moreira, no curso de Ciências de Computação: ele estimula os alunos a transformarem seus projetos acadêmicos em protótipos de produtos para o mercado. “A ideia era aliar o conhecimento científico e teórico da academia com a vivência prática de uma startup, que usa a metodologia ágil de desenvolvimento de software no dia a dia”, revela Simone. 

A professora já conhecia o trabalho da RunWeb e da Arquivei e até orientou um dos sócios da startup, Bruno Oliveira, durante seu mestrado no ICMC. Isso possibilitou que a professora fizesse o convite para a empresa, que já tinha interesse em se aproximar da Universidade. “Conversamos bastante para entender como a gente faria o trabalho. Quando você fala em projeto para uma startup, o foco é sempre olhar o produto final. Mas a Simone também precisava avaliar o processo de desenvolvimento dos produtos”, conta Bruno. 

 

Kanban colorindo a parede


Tudo indica que eles conseguiram encontrar um bom meio termo ao longo do caminho. No último dia de aula, durante as apresentações realizadas pelos cinco grupos, o ambiente foi invadido pelas reflexões dos estudantes sobre os erros e acertos durante a construção de suas plataformas. Havia também um aroma irresistível dos salgadinhos que Simone trouxe para festejar o encerramento do semestre. Poucos momentos devem ser tão gratificantes para um professor do que ver o quanto seus alunos conseguiram enxergar suas próprias limitações e conquistas.

“Vendo o que o outro grupo fez, notei que a gente poderia ter incluído relatórios estatísticos na nossa plataforma”, diz Jéssika enquanto apresenta o Doa.la para seus colegas de turma. “O ideal é ampliar o projeto para possibilitar a doação de notas fiscais para outras instituições”, comenta Adriano na hora que está mostrando o projeto de seu grupo. Um elo une as inúmeras falas dos cinco grupos: os estudantes sabem que podem aprimorar as ferramentas criadas, reconhecem o quanto aprenderam e o quanto há, ainda, por aprender. 

É preciso ser ágil – A RunWeb e a Arquivei disponibilizaram, para acompanhar o trabalho de cada equipe, um membro da empresa para exercer o papel de cliente, um personagem indispensável para que os grupos pudessem testar a metodologia ágil, utilizando o método SCRUM. “Escolhemos esse método por ser iterativo, evolutivo, adaptável e flexível. Ele inclui práticas que promovem agilidade e rapidez nas mudanças durante o desenvolvimento do projeto, dentre elas a interação constante com o cliente”, ensina Simone.

 

Equipe de Adriano (de camiseta verde, ao centro) no penúltimo dia de aula

 

Segundo a professora, ao utilizar o método, as equipes puderam colocar em prática as habilidades de dividir o problema em atividades, priorizá-las e estabelecer cronogramas razoáveis para o desenvolvimento do projeto. “A gente teve que se planejar bastante em relação ao tempo. Precisamos usar essas ferramentas de organização de equipe para conseguir conciliar o projeto com todos os outros trabalhos e atividades da Universidade. Foi um aprendizado muito bom”, revela Adriano. 

Durante as aulas, os alunos também utilizaram a ferramenta de gestão de projetos Redmine, que é gratuita. Simone conta que outra atividade importante foi a construção de um protótipo do software, o que foi feito no início dos trabalhos por meio da técnica paper prototype. “A disciplina possibilitou que a gente tivesse contato com tecnologias e conceitos que não teria visto senão tivesse feito esse projeto. Isso é um gatilho para despertar o interesse por outras áreas”, completa Henrique Silveira, 22 anos, que trabalhou em grupo junto com Adriano. Um dos principais desafios foi correr atrás de conhecimentos sobre desenvolvimento web e desenvolvimento mobile. “Eles tiveram que trocar o motor do carro andando. Aprenderam as tecnologias que não conheciam e a gerir um projeto ao mesmo tempo. É o que vão ver no mercado”, avalia Vitor de Araújo, sócio da Arquivei e ex-aluno do curso de Ciências de Computação do ICMC. 

“Normalmente, você aprende engenharia de software na faculdade sem estar fazendo software na prática”, contou Filipe Grillo, outro sócio da Arquivei, que também cursou Ciências de Computação e fez mestrado no ICMC. “A gente conseguiu trazer para eles um gostinho do que é estar no mercado”, adicionou Christian De Cico, outro sócio da Arquivei. 

No final daquele último dia de aula, as equipes de Adriano e Jéssika foram reconhecidas por terem desenvolvido os trabalhos mais bem-sucedidos da turma e premiadas pelas RunWeb e pela Arquivei (confira o nome dos alunos de cada equipe abaixo). As empresas convidaram os dois grupos a darem prosseguimento a seus projetos. A torcida é para que eles façam os últimos ajustes e coloquem logo as plataformas à disposição da sociedade. Só assim, o ciclo dessa jornada empreendedora estará completo.

Empreendedores da Arquivei fizeram parte da banca de avaliação dos projetos

 

 

Texto e fotos: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

 Clique aqui para ver as fotos do evento

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666

E-mail: comunica@icmc.usp.br

 

Equipes vencedoras:

1º lugar: Projeto QR Doar
Adriano Belfort de Sousa

Adson Filipe Vieira da Silva
Denilson Antonio Marques Junior
Henrique Cintra Miranda de Souza Aranha
Henrique de Almeida Machado da Silveira
Lucas Eduardo Carreiro de Mello
Marcello de Paula Ferreira Costa

 

2º lugar: Projeto Doa.la
Guilherme Caixeta de Oliveira

Guilherme Gonçalves
Jéssika Darambaris Oliveira
Lucas Marques Rovere
Luiz Felipe Machado Votto
Raphael Victor Ferreira

Ensino


Eventos


Publicação: 24/08/2016
Feira USP e as Profissões: imagens marcantes no estande do ICMC

Evento gratuito aconteceu no Parque de Ciência e Tecnologia da USP, em São Paulo, de 18 a 20 de agosto

 

 

 

No estande do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), a agitação foi intensa durante os três dias da Feira USP e as Profissões, que aconteceu de 18 a 20 de agosto no Parque de Ciência e Tecnologia da USP, em São Paulo. Os professores, alunos e funcionários que participaram da iniciativa mostraram para os estudantes o quanto as áreas de computação, matemática e estatística são atraentes e o quanto vale a pena estudar na USP em São Carlos. 

Vale lembrar que uma das portas de entrada para a USP, o vestibular da Fuvest, está com as inscrições abertas até dia 8 de setembro. Quem não compareceu à Feira e ainda está na dúvida, pode contar com a ajuda do Guia Faça Parte do Futuro e do site www.territoriodobixo.icmc.usp.br. No material e no site, é possível conhecer mais detalhes sobre os oito cursos de graduação oferecidos pelo ICMC, entender as diferenças entre eles e obter mais informações sobre formas de ingresso, os programas de apoio à permanência estudantil, as possibilidades de atividades extracurriculares, entre outros.

 

Confira as imagens do evento no Flickr (icmc.usp.br/e/19174) e no Facebook (icmc.usp.br/e/9ddcd).

 


Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666

E-mail: comunica@icmc.usp.br

Eventos

Publicação: 22/08/2016
Educação matemática no contexto da economia solidária: livro mostra como a matemática pode promover a inclusão social

Professora da USP lança obra “Educação Matemática no contexto da Economia Solidária” na próxima quarta-feira, dia 24 de agosto, no ICMC

 

 

 

De que forma a matemática pode ajudar a promover a inclusão social? O que é economia solidária? O que é etnomatemática? As respostas para essas perguntas estão no livro Educação Matemática no contexto da Economia Solidária, escrito pela professora Renata Meneghetti, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

Na próxima quarta-feira, 24 de agosto, a professora vai realizar uma palestra e lançar a obra no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, a partir das 10h40. O evento faz parte das atividades do Simpósio de Matemática para a Graduação (SiM), é gratuito, aberto a todos os interessados e não demanda inscrições prévias.

Na busca por mostrar formas alternativas de ensinar e aprender matemática, o livro apresenta o trabalho realizado em empreendimentos em economia solidária. "Economia solidária é uma forma diferente de gerar renda, pautada nos princípios da cooperação, solidariedade e autogestão”, explica Renata, que coordena o grupo de pesquisa em Educação e Matemática Solidária (EduMatEcoSol) do ICMC e atua em parceria com o Núcleo Multidisciplinar e Integrado de Estudos, Formação e Intervenção em Economia Solidária (NuMI-EcoSol) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

O livro apresenta subsídios teóricos e práticos, relatando atividades de ensino e aprendizagem de matemática desenvolvidas nos três primeiros empreendimentos acompanhados pelo grupo: uma marcenaria feminina, uma cooperativa de limpeza e um grupo de fabricação de Sabão Caseiro. “Em geral, os membros desses empreendimentos são pessoas adultas que abandonaram a escola antes de finalizar a educação básica”, pondera Renata.

A prática de ensino da matemática começa com a identificação das necessidades encontradas no cotidiano de cada empreendimento. Essa etapa é realizada por meio de conversas informais ou de entrevistas com as pessoas que fazem parte desses empreendimentos. A seguir, acontece a análise das dificuldades identificadas e o grupo de pesquisadores faz um diagnóstico inicial. Depois, as intervenções acontecem por meio de oficinas pedagógicas nos locais ou de minicursos. Por exemplo: se a compreensão sobre o conceito de porcentagem é uma das demandas identificada, o grupo estuda maneiras de ensinar esse conceito às pessoas que precisam compreendê-lo. Na penúltima etapa, são avaliadas as intervenções e é produzido o diagnóstico final. Por último, são estudadas possíveis intervenções futuras (veja o infográfico). 

Essa metodologia prática está descrita detalhadamente em um dos capítulos do livro. “Além de discutir o tema, com esse livro pretende-se criar subsídios para outras pesquisas e atuações pedagógicas da educação matemática no contexto da economia solidária”, diz a professora. “Visa-se, também, contribuir com discussões sobre inovações e possibilidades metodológicas no que se refere ao processo de ensino e aprendizagem da matemática nesse contexto”, completa. 

 

 

 

Etnomatemática – Entre os conceitos apresentados no livro está a etnomatemática, que é uma forma de ver a matemática considerando as condições econômicas, sociais e culturais do contexto em que essa ciência está inserida. Nesse sentido, a matemática vivenciada pelos indígenas, pela dona de casa, pela costureira, pelo empresário é distinta em função das diferentes realidades em que essas pessoas vivem. 

"A etnomatemática é motivada pela busca do entendimento do saber e fazer matemática no transcorrer da história da humanidade, que muda constantemente. Levando essas transformações em conta, é possível deixarmos a matemática mais interessante para ser ensinada e aprendida", explica Renata.

O livro também apresenta uma discussão teórica, no contexto da economia solidária, sobre etnomatemática, resolução de problemas, aprendizagem significativa, educação não formal e educação de jovens e adultos. Lançada pela editora Appris, a obra conta com um prefácio do professor Ubiratan D’Ambrosio, matemático brasileiro reconhecido internacionalmente que propôs o programa etnomatemática.

 


Professora Renata lança livro na próxima quarta no ICMC



Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Infográfico: Yasmim Reis
Foto: Reinaldo Mizutani

 


Saiba mais
Cartilha Práticas Educativas de Educação Matemática no contexto da Economia Solidária: 

http://www.icmc.usp.br/~rcgm/Cartilha.pdf
Site da Appris editora:

http://www.editoraappris.com.br/produto/e-book-a-educacao-matematica-no-contexto-da-economia-solidaria


Contato com a imprensa
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666

E-mal: comunica@icmc.usp.br

Eventos

Publicação: 22/08/2016
USP São Carlos sediará, pela primeira vez, workshop e escola sobre redes complexas

Inscrições para o evento ComplexNet, que acontece no ICMC, podem ser realizadas até dia 26 de agosto

 

 

Entre os dias 28 de setembro e 6 de outubro, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, receberá a quarta edição do ComplexNet – Workshop and School on Dynamics, Transport and Control in Complex Networks. Voltado a alunos de graduação, pós-graduação, pós-doutorandos e pesquisadores, o evento multidisciplinar tem como objetivo apresentar uma visão sistêmica da área, contemplando fundamentos e aplicações, as quais se estendem desde neurociência e engenharia até sociologia e economia.

Interação entre neurônios, robôs autônomos móveis, sistemas que envolvem lasers e sistemas de distribuição de energia são exemplos de algumas aplicações que serão apresentadas. “Os estudantes que participarem do evento aprenderão não somente sobre redes complexas, mas também sobre a modelagem de processos dinâmicos como sincronização. Além disso, haverá cursos sobre aplicações de redes em climatologia, neurociências e redes de transmissão de energia elétrica”, explica o professor Francisco Rodrigues, do ICMC, que é um dos organizadores do evento. 

Segundo ele, o objetivo da escola é aprimorar o conhecimento dos participantes sobre a modelagem de sistemas complexos e apresentar as pesquisas mais recentes na área de redes. “É a primeira vez que esse evento ocorre em São Carlos. Trata-se de uma oportunidade única para a comunidade ter contato com o estudo da complexidade”, completou Francisco, que também é pesquisador do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CEPID-CeMEAI).

Minicursos, palestras e painéis fazem parte da programação do evento, que contará com a participação de pesquisadores de referência internacional em suas áreas de atuação. As inscrições podem ser realizadas no site do evento até a próxima sexta-feira, 26 de agosto. É possível optar por só participar da escola ou de todo o evento. Ao fazer a inscrição, o participante também pode enviar um trabalho (pôster) para ser apresentado. 

O ComplexNet é uma realização do projeto temático Fenômenos Dinâmicos em Redes Complexas, apoiado pela FAPESP. O professor Tiago Pereira, do ICMC, também faz parte do comitê organizador da iniciativa.

 


Mais informações
Site do evento: http://www.inpe.br/redes_complexas_e_dinamica/ivcomplexnet/index.php
Seção de eventos do ICMC: (16) 3373.9622

E-mail: eventos@icmc.usp.br

Eventos


Internacional


Publicação: 19/04/2016
Delegação da Universidade de Münster visita o ICMC em busca de parcerias


Entre os temas debatidos durante a visita da delegação alemã estavam as possibilidades de intercâmbio

Buscando estreitar relações, promover parcerias e possibilidades de intercâmbio, três professores da Universidade de Münster visitaram o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Os alemães conheceram a estrutura do ICMC, as áreas de pesquisa e apresentaram propostas de trabalhos em conjunto.

Os visitantes foram recebidos por Maria Cristina de Oliveira, vice-diretora do ICMC, José Carlos Maldonado, presidente da Comissão de Relações Internacionais do Instituto (CRInt), e pelas professoras Simone de Souza e Ellen Barbosa. A recepção, que aconteceu nos dias 6 e 7 de abril, foi realizada na Sala da Congregação do ICMC e começou com um vídeo institucional que mostrou a infraestrutura oferecida pela instituição, os campos de pesquisa e o reconhecimento internacional dos trabalhos produzidos.

Depois, foi a vez de Maldonado mostrar, por meio do mapa desenvolvido pela CRInt, alguns dados sobre a mobilidade de alunos e professores do ICMC, além dos acordos internacionais estabelecidos. “Nossos professores participam de várias redes de pesquisa e o Instituto sempre estimula os estudantes a irem para o exterior”, afirma o presidente da CRInt.

Representando a Universidade alemã, Bernd Hellingrath, Armin Stein e Katrin Bergener apresentaram dados sobre a instituição europeia e sua cidade sede, além dos objetivos buscados com o encontro. Segundo os alemães, a USP é a universidade brasileira com a qual eles possuem maior colaboração, completando esse ano 10 anos de parceria. Além das reuniões proporcionadas pela visita, os professores alemães também tiveram a oportunidade de conhecer o Museu da Computação Odelar Leite Linhares e a Biblioteca Achille Bassi.

A professora Ellen destacou a relevância da visita da delegação. “O estabelecimento de uma parceria com a Universidade de Münster é importante tanto no contexto da graduação quanto no da pós-graduação, em virtude da possibilidade de intercâmbio. Além disso, há o interesse em discutir e implementar convênios de duplo diploma ou dupla titulação”, finaliza a docente. 

 

Texto e foto: Henrique Fontes - Assessoria de Comunicação do ICMC

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Internacional

Publicação: 15/03/2016
Da África para o ICMC: calouro chega a São Carlos para estudar computação e sonha contribuir com empresa do pai

Ele recomenda que estudantes venham fazer graduação no Brasil e, depois de formado, quer voltar para o Congo e trabalhar no empreendimento criado pelo pai

 

 

Ele viajou milhares de quilômetros carregando na bagagem o sonho de um dia tornar a empresa do pai uma multinacional. “Eu escolhi Ciências de Computação porque amo essa área desde quando meu pai comprou um computador ainda na minha infância. Ele tem uma empresa do ramo de informática e tomei como objetivo me formar na área para fazer com que o negócio cresça cada vez mais”, diz, com os olhos distantes, Josué Kabongo, que veio da República Democrática do Congo, na África, estudar no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

“O nível da computação no meu país ainda é muito baixo, por isso procurei alternativas para que eu pudesse adquirir um conhecimento de qualidade”, conta o estudante, que gosta da área de desenvolvimento de software. Kabongo foi um dos selecionados do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G), do Ministério da Educação, que oferece oportunidades de formação superior a cidadãos de países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordos educacionais e culturais. Avisado pelo cunhado sobre a oportunidade, ele resolveu se arriscar e, mesmo sem conhecer muito sobre o país do futebol, foi incentivado pelo pai, o qual lhe disse que muitas oportunidades se abririam.

Durante o processo de inscrição, o calouro deveria escolher duas cidades do Brasil para se candidatar a estudar. Optou por São Paulo e Brasília. “Quando comecei a pesquisar sobre as universidades desses dois municípios e descobri que a USP é a melhor da América Latina, fiquei ainda mais motivado a vir para o Brasil”. Ele foi selecionado pela USP em São Paulo e direcionado ao campus de São Carlos, onde estava disponível, no período diurno, o curso por ele escolhido. 

O estudante desembarcou no Brasil em janeiro de 2015 e passou cerca de 8 meses na capital nacional aprendendo português na Universidade de Brasília (UNB). Durante esse período, ficou hospedado em um alojamento de uma igreja local, onde convivia com outros companheiros do Congo. Como a língua oficial do país africano é o francês, a maior preocupação de Kabongo era aprender português, pois só assim estaria apto para fazer a graduação. 

Nos primeiros meses em terras brasileiras, o africano descobriu algumas diferenças culturais curiosas: “Os brasileiros não são tão diretos. Por exemplo, se eu estou usando uma camisa feia, você não vai falar isso pra mim, vai dizer que estou bem. Eu sofri com isso quando cheguei ao Brasil, porque era sempre muito sincero com as pessoas e descobri, com o tempo, que algumas vezes isso poderia magoá-las”, diz Kabongo.

Há um mês no ICMC, o aluno congolês parece estar se habituando bem à nova rotina: “As pessoas aqui são muito prestativas e essa característica é muito parecida com a do meu povo, o que ajuda na minha adaptação. Apesar do pessoal da minha turma ainda estar um pouco tímido, estamos nos relacionando bem. Já fiz até trabalho de faculdade na casa de colegas”, revela Kabongo, que divide um quarto do alojamento da USP com outros dois estudantes.

Motivação dentro de casa – Kabongo é natural da cidade de Kinshasa, capital de seu país. Ele tem seis irmãos e alguns deles já foram para o exterior fazer faculdade, fato que o motivou ainda mais a procurar opções para estudar fora do Congo. A oportunidade de viver em um cenário totalmente diferente do habitual, com a possibilidade de aprendizado, é de grande valor para o estudante: “São outras pessoas, com diferentes formas de pensar. Quando você viaja, sua mente se abre, tanto no aspecto cultural quanto intelectual. Espero sair da melhor Universidade do Brasil um ótimo profissional e como um bom exemplo para o meu povo”, afirma o calouro.

Ele recomenda que outros estudantes sigam pelo mesmo caminho. “Eu convidaria a virem para o Brasil todos que pensam em fazer ensino superior no exterior. O país oferece muitas oportunidades aos estrangeiros, com a possibilidade de estudar nas melhores universidades da América Latina. Não me arrependo de ter vindo para cá, com certeza fiz a escolha certa”, finaliza.

 

Texto e foto: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

 

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Internacional

Publicação: 21/12/2015
ICMC estreita parceria com Universidade do Estado da Califórnia

Representantes da universidade norte-americana visitaram São Carlos, conheceram estudante do ICMC que desenvolverá trabalho de conclusão de curso durante intercâmbio na Califórnia e já estão planejando organizar um futuro workshop entre pesquisadores das duas instituições

 

Gabriel fará seu trabalho de conclusão de curso na Universidade do Estado da Califórnia


A chegada do ano novo está carregada de uma expectativa adicional no caso do estudante Gabriel Giancristofaro, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Em janeiro, ele vai embarcar para os Estados Unidos, onde desenvolverá seu trabalho de conclusão de curso na Universidade do Estado da Califórnia, no campus de Fullerton.

“Será uma experiência acadêmica e profissional incrível, estou muito ansioso para ir. Tenho certeza de que fazer esse trabalho lá vai me abrir novos horizontes”, conta Giancristofaro. A ideia de realizar esse projeto surgiu depois que ele fez iniciação científica com o professor Jó Ueyama. Com a ajuda do professor, o estudante entrou em contato com o pesquisador norte-americano Anand Panangadan, da Universidade do Estado da Califórnia. Mas o que Giancristofaro não imaginava é que esse contato possibilitaria também o estreitamento da parceria entre o ICMC e a universidade norte-americana. 

Depois desse primeiro contato do estudante, a Comissão de Relação Internacionais (CRInt) do Instituto encaminhou uma mensagem à área de Programas Internacionais e Engajamento Global da Universidade do Estado da Califórnia para identificar as possiblidades de ida do estudante para os Estados Unidos. “Ficamos muito empolgados quando recebemos o e-mail da Comissão de Relações Internacionais do ICMC. A mensagem chegou em um excelente momento, pois já estávamos com uma viagem agendada para o Brasil”, revelou Kari Knutson Miller, vice-presidente da área de Programas Internacionais da Universidade do Estado da Califórnia. Ela esteve no ICMC dia 19 de novembro, junto com Christine Pircher-Barnes, diretora da área que atende os estudantes e pesquisadores estrangeiros.

Durante a visita, as representantes da universidade norte-americana foram recepcionadas pelo presidente da CRInt, José Carlos Maldonado, e pelos professores Adenilso Simão, Daniel Levcovitz e João Garcia Rosa. “Essa é uma parceria que nasceu a partir de uma colaboração concreta científica e que, agora, irá se fortalecer com a realização de convênios e outras ações”, ressaltou Maldonado. “Estamos interessados em todas as possibilidades de parceiras que poderão surgir a partir desse encontro, tanto em relação à mobilidade de estudantes de graduação e pós-graduação quanto no que se refere à colaboração científica”, completou o presidente da CRInt.

O professor Adenilso Simão sugeriu a realização de workshops entre pesquisadores das duas instituições a fim de identificar linhas de pesquisa comuns que poderão gerar futuras colaborações. A ideia foi muito bem recebida e as representantes da Universidade da Califórnia já colocaram os professores do ICMC em contato com os diretores da Faculdade de Ciências Naturais e Matemática e da Faculdade de Engenharia e Ciências de Computação para o planejamento do futuro workshop. “Identificamos quatro professores do Departamento de Matemática interessados em trabalhar com o ICMC para explorar as possibilidades de mobilidade e pesquisa”, disse Kari em mensagem enviada no final de novembro.

 

Kari e Christine (à esquerda) visitaram o ICMC em novembro

 

Intercâmbio – “Sempre tive vontade de fazer intercâmbio, mas queria dar um sentido adicional para ele. Agora estou indo para os Estados Unidos com um objetivo bem definido”, conta Giancristofaro. Ele ficará um semestre na Universidade do Estado da Califórnia desenvolvendo seu trabalho de conclusão de curso sob supervisão do professor Panangadan. O estudante continuará pesquisando a área de sensores e internet das coisas, com a qual já atuou na iniciação científica. Também cursará algumas matérias interdisplinares que ajudarão a completar seu curso. 

A universidade norte-americana não cobrará taxa do aluno, que arcará com os custos da viagem e da estadia, pois não receberá bolsa para realizar o intercâmbio. “Minha família está animada e torcendo por mim, eles gostam da ideia de que eu conclua meu curso fazendo um trabalho no exterior”, finaliza Giancristofaro, que é de Bauru e tem apenas 21 anos.

 

Kari deu as boas-vindas a Gabriel

 

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Fotos: Reinaldo Mizutani e Denise Casatti

 

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Internacional


Mercado


Publicação: 19/07/2016
Mercado de aplicativos cresce no Brasil e alunos do ICMC conquistam espaço no cenário

Apesar da crise econômica do país, momento é bom para investir no ramo e não devem faltar oportunidades para estudantes

 

 

O Brasil conta hoje com mais de 168 milhões de smartphones ativos, segundo pesquisa deste ano realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). É quase impossível imaginar a vida desses usuários sem a utilização de aplicativos e a demanda por novidades nesse mercado está em alta. De acordo com a consultora AppAnnie, que analisa o segmento comercial de aplicativos, o Brasil é um dos países com maior potencial de crescimento no ramo para os próximos cinco anos e deve apresentar aumento de 40% na receita em 2016. Além dos usuários, quem ganha com isso são os desenvolvedores dessas ferramentas que, muitas vezes, são procurados pelas empresas ainda durante a graduação, como é o caso de vários estudantes do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

Rodrigo Venâncio é aluno do curso de Sistemas de Informação do Instituto e há três anos faz estágio na incubadora de startups Sanca Ventures, sediada em São Carlos, onde participa do desenvolvimento de diversos aplicativos. Seu interesse pela área começou depois de fazer um curso de informática no Colégio Técnico Industrial da Unesp, em Bauru, no qual desenvolveu um aplicativo para Android sobre o sistema de notas da escola como trabalho de conclusão de curso. Hoje, já são mais de uma dezena de apps desenvolvidos, entre eles, alguns de muito sucesso, como é o caso do Ipostal, que permite ao usuário enviar cartões postais pelo celular para qualquer lugar do mundo. Na loja da GooglePlay, o aplicativo ultrapassa os 50 mil downloads.

“Nós temos muita autonomia na Sanca Ventures. Às vezes trabalhamos em cima de uma demanda, mas em outros casos começamos tudo do zero, até mesmo com a idealização de novos aplicativos”, explica Rodrigo. O estudante acredita que o Brasil passa por um bom momento nesse mercado e orienta quem  deseja entrar nele: “Tem que pesquisar sobre o assunto, assistir a tutoriais, aprender o básico, aí provavelmente você irá conseguir uma vaga em alguma startup que esteja contratando estagiário”. 

 

Rodrigo é estagiário da Sanca Ventures há três anos e já 
desenvolveu diversos aplicativos (foto: Henrique Fontes)


A experiência na Sanca Ventures está trazendo um enorme crescimento profissional para o aluno, que evoluiu em diversos aspectos. “Não tem nem comparação. Antes de começar o estágio, eu só fazia aplicativos feios e com um banco de dados locais. Na empresa eu aprendi a mexer com design, fazer chamadas para servidor, estruturar melhor o banco de dados e, hoje, minha interface é bem mais bonita”, conta o aluno, que vê como uma das maiores recompensas do seu trabalho a gratidão dos usuários com o serviço prestado.

Quem também está se destacando nesse mercado é Nivaldo Bondança, estudante de Engenharia de Computação do ICMC. Atualmente ele é funcionário de uma startup norte-americana, chamada KickOff, cujo nome também é dado ao aplicativo da empresa, que tem como objetivo estimular relacionamentos amorosos. O aplicativo está disponível apenas na América do Sul. Só na plataforma Android são cerca de 150 mil usuários ativos por dia.

“Durante o processo de idealização de um aplicativo, você deve definir bem seu objetivo, onde disponibilizar a ferramenta, o público-alvo e mapear o que será preciso para o seu desenvolvimento”, explica o estudante. Para descobrir se o produto está no caminho certo, Nivaldo segue a filosofia de um dos empresários mais influentes do mundo: “Uma vez estava assistindo a uma palestra de um dos fundadores do Google, Larry Page, e ele explicou que a medida de sucesso para aplicativos móveis é a da escova de dentes: quantas vezes uma pessoa escova os dentes por dia? Duas ou mais. Então, se o usuário abrir seu app duas ou mais vezes ao dia, você já pode comemorar”.

Segundo Nivaldo, o desafio de conhecer o mercado é um dos mais difíceis. “Essa parte é a mais complexa, você tem que fazer muita pesquisa e descobrir se há concorrência. Caso haja, é preciso fazer algo diferente e que se destaque do que já existe”, conta o aluno, que já trabalhou em outras duas empresas. Nivaldo foi funcionário da Topster, empresa responsável por campanhas de marketing no Facebook e, em 2012, chegou a abrir sua própria startup, a InEvent, plataforma para gestão e comunicação de eventos corporativos. Mais tarde teve que deixar a empresa, pois era difícil conciliar os negócios com os estudos, visto que ele ainda cursava o segundo ano de graduação. Hoje, com mais tempo, o estudante comemora o rumo que sua carreira tomou e o frequente reconhecimento: “Recebo muitas propostas de emprego. Quando surgem novos projetos, é comum que queiram algo mobile e, através de indicações, algumas demandas acabam chegando até mim”.

 

 

Nivaldo trabalha numa empresa norte-americana responsável 
por um aplicativo de relacionamentos (foto: Henrique Fontes)

 

Brasil na liderança – De acordo com pesquisa realizada pela empresa Cheetah Ad Platform, o Brasil é o país com o mercado de aplicativos móveis mais competitivo do mundo, seguido por Estados Unidos e México. Depois de analisar dados de 52 milhões de usuários de diversos países, a pesquisa também mostrou que os brasileiros são os que mais usam aplicativos para celular no planeta, na plataforma Android. Cada brasileiro utiliza, em média, 29,23 aplicativos por mês, número acima da média global, que está em 27.

“É um bom momento para se investir nesse mercado. Apesar da crise, você não precisa de muito dinheiro no ramo, pois não demanda grande infraestrutura. A pessoa consegue fazer um aplicativo em seu notebook, testá-lo no smartphone e já o disponibiliza na GooglePlay. Você se torna um player de nível internacional quase sem custo algum, apenas com o seu conhecimento”, explica Edson Moreira, professor do ICMC.

O docente conta que os aplicativos já existiam há muito tempo, porém se limitavam apenas a plataformas fixas. Com o surgimento dos smartphones em 2005, as possibilidades de aplicação dessas ferramentas aumentaram. “Antigamente os softwares eram desenvolvidos para áreas específicas, como um programa para utilização num posto de gasolina ou em uma padaria. Hoje, você tem a possibilidade de criar novos mercados: aplicativos para tomar conta de bebês, fazer controle de estoque ou financeiro, são alguns exemplos”, diz Moreira. Ele acredita que um campo promissor para se apostar e investir no futuro é a área de internet das coisas, na qual a tecnologia pode auxiliar simples tarefas do cotidiano como controlar dispositivos dentro da própria casa, tais como câmeras de segurança, equipamentos de cozinha ou iluminação.

Segundo Moreira, apesar de não existir uma disciplina específica na universidade que ensine a desenvolver aplicativos, o papel da instituição é oferecer as ferramentas básicas para isso: “Não faz sentido ter uma disciplina única que trate do assunto. Para você fazer um bom app, precisa ter conhecimentos sobre interface, engenharia de software, comunicação, banco de dados e uma série de disciplinas que ensinam isso com profundidade”. O professor acredita que uma boa forma de estimular os alunos é unir essas disciplinas para desenvolver projetos conjuntos e de maior complexidade. Ele cita, ainda, a importância da manutenção da Feirinha de Produtos, projeto realizado semestralmente no ICMC no qual os alunos propõem soluções tecnológicas para problemas reais de empresas. “Eles são picados pela abelhinha do empreendedorismo”, completa.

Muitos estudantes do Instituto, depois de formados, decidem seguir por um caminho empreendedor, como são os casos de Fabio Dela Antonio e José Eduardo Colabardini, ex-alunos de Ciências de Computação e Giovanni Marques, ex-aluno de Sistemas de Informação. Eles criaram o aplicativo InSPorte, que contribui para o uso e a melhoria do transporte público na cidade de São Paulo. Além de possibilitar a localização do ônibus mais próximo, o aplicativo permite que as pessoas avaliem a qualidade dos veículos em diversos quesitos, através da atribuição de notas. Os dados são encaminhados para a SPTrans e podem auxiliar a Instituição a propor possíveis melhorias. Segundo Fabio, esse feedback é o grande diferencial da ferramenta.

 

O InSPorte permite que os usuários
localizem o ônibus mais próximo

 

Outra função do InSPorte é o compartilhamento da posição do veículo que está transportando o usuário para outros cidadãos que utilizam o aplicativo: “É algo que não encontramos em outros aplicativos dessa área. O usuário compartilha a linha e o número do veículo por Whatsapp para outra pessoa que possua o InSPorte. Muita gente chega tarde do trabalho ou estuda à noite e essa informação é importante para tranquilizar os nossos pais, que saberão quando estamos chegando”.

A ideia de desenvolver o aplicativo surgiu em 2013, quando os criadores ainda estavam na graduação. O projeto dos estudantes foi premiado durante a Hackatona do Ônibus, competição que visa estimular o desenvolvimento de ferramentas para a melhoria da mobilidade urbana na cidade de São Paulo. A iniciativa dos três alunos pode servir de inspiração para quem está ingressando agora na universidade: “O Brasil tem um déficit muito grande de pessoas capacitadas para fazer aplicativo e, mesmo em tempos de crise, a necessidade é enorme. Os estudantes da graduação vão ter a chance de desenvolver belos trabalhos”, finaliza Fabio.

 

 

TextoHenrique Fontes - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

 


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Mercado

Publicação: 01/02/2016
Ex-aluno do ICMC abre empresa na Inglaterra especializada em proteção de dados na nuvem

Ao espalhar informações pelo mundo, sistema oferece segurança e privacidade aos usuários que desejam armazenar seus arquivos na internet

 

 

Libardi é formado em Sistemas de Informação no ICMC


Ele saiu do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, para empreender em terras inglesas. Rafael Libardi está, desde dezembro, empenhado em desenvolver sua startup, a UkkoBox, cuja sede está instalada em uma incubadora de empresas e aceleradora europeia especializada em cybersegurança, situada em Londres, na Inglaterra.

A ideia de desenvolver a ferramenta surgiu durante o mestrado do ex-aluno no ICMC, quando foi orientado pelo professor Julio Cesar Estrella, do Laboratório de Sistemas Distribuídos e Programação Concorrente (LaSDPC). Ao longo de sua pesquisa, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Libardi estudou questões de segurança na internet, enxergou que a área tinha potencial e poderia gerar um novo negócio. Foi isso que levou à UkkoBox, uma startup que Libardi criou junto com dois sócios: Paul Ngum, que cuida da parte de negócios da empresa, e Edgard Regolão, publicitário e designer. A startup também conta com dois programadores.

 

Libardi (à esquerda) e o sócio Edgard Regolão na sede da empresa, em Londres


Segundo Libardi, o principal objetivo da UkkoBox é assegurar segurança e privacidade aos usuários que desejam armazenar seus arquivos na internet. O ex-aluno, que se formou em Sistemas de Informação no ICMC, conta que a empresa se diferencia da maioria dos serviços de proteção de dados na internet disponíveis no mercado, os quais só criptografam os documentos, transformando-os em códigos: “Nós dividimos os arquivos em partes e as enviamos para diferentes provedores. Eles podem até mesmo ficar em países distintos”. Libardi diz que a vantagem de utilizar esse processo de dispersão é que, se um hacker conseguir acessar um desses pedaços dos arquivos, não haverá qualquer risco de obter as informações ali contidas. 

“Com certeza, a formação que obtive no ICMC contribuiu para o desenvolvimento da minha empresa, não só pelo conhecimento técnico que adquiri, mas também pelas iniciativas de fomento ao empreendedorismo dentro da universidade, como por exemplo o Clube de Empreendedorismo da USP”, revela o ex-aluno. Outra oportunidade que surgiu para Libardi enquanto estudava no Instituto foi a possibilidade de participar do primeiro programa de aceleração de startups realizado dentro da USP, o Disrupt: Transformando ciência em negócios tecnológicos, que aconteceu em junho do ano passado. Dos 117 projetos inscritos no programa, apenas 15 foram escolhidos e entre eles estava a UkkoBox.

Ao participar do Programa, a empresa recebeu instruções da aceleradora Startup Farm: “Eles nos ofereceram espaço, aulas de negócio, técnicas de relacionamento com clientes, além de mentorias com grandes investidores e empresários de multinacionais”. Libardi diz ainda que foi muito importante ter recebido essas orientações, pois além de fazer muitos contatos, pôde entender como sua pesquisa poderia ser aplicada ao mercado.

Em setembro de 2015, a UkkoBox foi uma das seis finalistas na competição Visa Innovation Exchange, que ocorreu em Tel-Aviv (Israel). Durante o evento, Libardi foi convidado por Howard Elsey, gerente da Visa Europe Collab, para receber uma nova aceleração para sua empresa, desta vez na Cyber London. Após cerca de um mês trabalhando na Inglaterra, uma versão de testes do serviço já está disponível gratuitamente no site da UkkoBox. Basta o usuário se cadastrar, fazer o download do programa que, automaticamente, uma pasta será criada no computador, onde todos os arquivos poderão ser armazenados. 

O ex-aluno finaliza com uma mensagem para os estudantes que sonham um dia em abrir o próprio negócio: “Não pense no que vocês querem ser quando terminarem a faculdade, mas sim em quais problemas desejam resolver”.

 

 

Mensagem no site da empresa destaca a questão da segurança dos dados
Texto: Denise Casatti e Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

 

 

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Site da UkkoBox: http://www.ukkobox.com/
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Mercado

Publicação: 25/11/2015
Do ICMC para o mundo dos games: jovens criam seus primeiros jogos e abrem o próprio negócio

Paixão que vem de infância acompanha criadores de jogos que, em 2016, planejam lançar produtos em um mercado que deve movimentar, este ano, US$ 1,45 bilhão no Brasil

Julio é o criador do jogo Run, que será lançado no próximo ano

 

Mario Bros, Donkey Kong, Counter Strike, Mortal Kombat são alguns nomes que fazem parte do mundo dos amantes de jogos eletrônicos. Desde cedo, eles mergulham na atmosfera dos games e, a cada jogo terminado, a ansiedade aumenta para que uma nova aventura comece. Agora imagine se, um dia, esses jogadores criassem o próprio jogo com a história que desejassem. Esse cenário está se tornando realidade para alunos e ex-alunos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, que estão trabalhando no desenvolvimento de jogos tanto para smartphones quanto para consoles de videogame, obtendo destaque no mercado.

Um exemplo bem-sucedido é o ex-aluno Tales Sampaio. Ele foi estudante de Sistemas de Informação do Instituto e, desde cedo, gostava de jogos eletrônicos. A possibilidade de ter uma formação sólida para poder criar o próprio game foi o que motivou o ex-aluno a ingressar no ICMC. Inspirado nos jogos de tiro Time Crisis e Virtual Cop, o artista 3D está desenvolvendo o game Grand Shooter para tablets e smartphones, que conta a história de Joan, uma ex-militar que sofreu um trauma muito grande em sua última participação no exército e vive enfrentando flashes do passado. Agora, ela deve enfrentar inimigos para encontrar e salvar a namorada que foi sequestrada, uma policial com a qual tinha um caso secreto. O roteiro foi idealizado pela empresa carioca Fableware.

Em desenvolvimento há cerca de dez meses, o jogo fez parte de um dos trabalhos de conclusão de curso do ex-aluno e está em fase final de produção, com previsão de lançamento para o início de 2016. “Nossas prioridades são saber se o game está rodando bem e se as animações estão legais. Esperamos que o primeiro capítulo esteja finalizado até dezembro”, conta Sampaio. O jogo terá quatro capítulos, com cinco fases cada e o nível de dificuldade aumentado assim que o usuário passar por cada uma delas. Para baixar a versão de teste do jogo, clique aqui.

Em Grand Shooter, a personagem principal deve enfrentar inimigos para salvar sua namorada que foi sequestrada

 

Inicialmente, o jogo estará disponível nas plataformas Android e IOS e será gratuito. “A base fornecida pelo ICMC foi o grande diferencial que propiciou que nosso jogo conseguisse rodar em plataformas móveis com alto desempenho em seu processamento”, conta Sampaio. Ano passado, o protótipo do jogo foi levado ao 13º Simpósio Brasileiro de Games e, segundo o ex-aluno, agradou tanto adultos quanto crianças.

O jogo também oferecerá uma opção para os jogadores que desejarem comprar a moeda oficial do game, a qual permitirá adquirir novas armas e personalizar o personagem. Além disso, outra forma de ganhar moedas é clicar em um ícone e assistir a uma propaganda com duração de 30 segundos. Dois ex-alunos da UFSCar, que são formados em Imagem e Som, ajudam Sampaio no desenvolvimento do jogo: Lucas Fonseca atua na parte de programação e game design; já Luiz Gustavo Marquetti trabalha com a modelagem 3D do cenário e dos objetos do jogo, além de atuar na questão lógica do game.

A ideia de desenvolver seu próprio game possibilitou a Sampaio abrir uma startup, empresa iniciante no ramo de tecnologia. A empresa, que recebeu o nome de Grumpy Panda Studios, foi criada depois de uma conversa que ele teve com Victor Stabile, diretor da Sanca Ventures, organização responsável por transformar novas ideias em startups, com sede em São Carlos.

Tales, Lucas e Luiz (da esquerda para a direita) são os desenvolvedores do Grand Shooter

 

Mercado aquecido – “Hoje, os jogos não fazem parte de um nicho, são produzidos para atender a públicos diversos e com propósitos diferentes. Por isso, diversas empresas de tecnologia possuem setores responsáveis por desenvolver jogos e frequentemente recrutam alunos do ICMC para esse fim”, explica o professor Moacir Ponti. Segundo ele, os cursos de computação do Instituto dão um bom embasamento para a formação desse profissional. “No ICMC, os estudantes também podem fazer parte do grupo Fellowship of the Game (FoG), cujo objetivo é reunir alunos com diversas habilidades como programação, arte, multimídia e roteiro para aprender a desenvolver jogos”, completa. 

Recente pesquisa realizada pela consultoria especializada no ramo de jogos Newzoo revela que o mercado brasileiro de games é o primeiro em faturamento de toda a América Latina e o 11º no mundo. Segundo a empresa, o Brasil tem uma estimativa de receita para 2015 de US$ 1,45 bilhão. 

Quem também está apostando nesse mercado em franca expansão é Julio Trasferetti, aluno de Ciências de Computação do ICMC, outro fã de videogames desde criança: “Quando era pequeno, eu já jogava, assistia a desenhos e ficava imaginando com tudo aquilo era feito, como funcionava”. Hoje, aos 21 anos, ele entende esses mecanismos muito bem e está desenvolvendo o jogo Run, que será lançado no primeiro semestre de 2016 para Playstation 4, Xbox One e PC.

O game, que foi inspirado na série japonesa de jogos Metal Gear, conta a história de Isaac Wain, um ex-agente diagnosticado com esquizofrenia que foi preso acusado de matar a esposa. Ao mesmo tempo em que convive com a doença, o personagem deve se desdobrar para conseguir fugir da prisão onde foi levado. “Eu estava de férias e um dia acordei com essa história na cabeça, até os nomes dos personagens vieram junto”, conta Trasferetti, que programa desde os 12 anos.

O primeiro passo rumo ao seu sonho aconteceu ano passado. Ele abriu a microempresa Torch Games em Indaiatuba, no interior de São Paulo, sua cidade natal. Com o roteiro de Run pronto, começou a recrutar pessoas do mundo todo para que o ajudassem no projeto. Atualmente, ele conta com oito colaboradores no total, distribuídos entre Brasil, Marrocos, Hungria, França, Grécia e Estados Unidos.

O pontapé inicial para a abertura de seu próprio negócio foi a atuação de Trasferetti com o software de desenvolvimentos de games Unreal Engine, quando fez testes de plataformas, criando vários jogos a fim de encontrar algum possível problema mecânico no funcionamento dos softwares: “Foi a partir desse trabalho que percebi que conseguiria abrir minha empresa”.

Com o Run idealizado, o projeto do jogo foi submetido à Sony e à Microsoft. As empresas possuem programas que aceitam propostas de novos games de qualquer desenvolvedor do mundo e o do estudante do ICMC foi aprovado. A versão pré-oficial (beta) do game foi exibida em grandes feiras americanas do ramo como a Game Developers Conference (GDC) e a Eletronic Entertainment Expo (E3). Segundo o aluno, a proposta obteve uma boa aceitação do público.

 

 

No game Run, ex-agente que sofre de esquizofrenia deve fugir da prisão

 

Trasferetti também foi membro do FoG e conta que tenta passar sua experiência para os membros do grupo. “Eu quis trazer minhas conquistas para eles, mostrar esse caminho paralelo à Universidade que eu tracei. Muitos têm vontade de criar seu jogo, mas não sabem exatamente para onde seguir”, revela. Ainda sobre o FoG, o estudante destacou a relevância do trabalho coletivo para o desenvolvimento de games: “Esse trabalho em grupo e o fato deles aprenderem a lidar com pessoas diferentes são as coisas mais importantes”.


Texto: Henrique Fontes - Assessoria de Comunicação do ICMC
Crédito das imagens: Reinaldo Mizutani (foto de Julio Trasferetti) e Henrique Fontes (foto de Tales, Lucas e Luiz)

 

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Notas e comunicados


Publicação: 31/08/2016
ICMC reelege coordenador do curso de Bacharelado em Matemática

O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, reelegeu o professor Leandro Aurichi como coordenador do curso de Bacharelado em Matemática. A eleição ocorreu no último dia 2 de agosto e seu novo mandato, que teve início dia 19 de agosto, terá duração de dois anos.

Leandro possui bacharelado, mestrado e doutorado em Matemática pelo Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP. Na mesma Universidade, realizou pós-doutorado em 2010 e conseguiu o título de livre-docente em 2015. Desde 2010 é professor do ICMC.

 

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Serviço de Graduação: (16) 3373.9639
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Notas e comunicados

Publicação: 23/08/2016
ICMC elege nova chefia do Departamento de Matemática

 


Os professores Ma To Fu (à esquerda) e Dattori foram eleitos, respectivamente,
para ocupar a chefia e a vice-chefia do Departamento 

 

O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, elegeu o professor Ma To Fu como novo chefe do Departamento de Matemática (SMA). A eleição, que ocorreu dia 13 de junho, também definiu o vice-chefe, que é o professor Paulo Dattori. Os mandatos, que começaram dia 16 de agosto, terão duração de dois anos.

Ma To Fu é doutor em matemática pela Universidade de Lisboa e possui pós-doutorado na mesma área pelo Instituto de Tecnologia da Flórida. Desde 2006 é professor associado do ICMC, ano em que se tornou livre-docente pela USP. Ele atua na área de Análise Matemática, com ênfase nas seguintes linhas de pesquisa: Equações Diferenciais Não Lineares, Sistemas Dinâmicos Não Lineares, Modelagem Matemática e Simulação Computacional. 

Paulo Dattori é doutor em matemática pela UFSCar e realizou pós-doutorado na área pela mesma Instituição e pela Universidade Internacional da Flórida. Desde 2010 é professor do ICMC e, em 2013, tornou-se livre-docente pelo Instituto. Tem experiência na área de Matemática, com ênfase em Equações Diferenciais Parciais Lineares, atuando principalmente em problemas relacionados à resolubilidade de campos vetoriais.

 


Mais informações
Departamento de Matemática do ICMC: (16) 3373.9711
E-mail: sma@icmc.usp.br

Notas e comunicados

Publicação: 10/05/2016
ICMC elege novo presidente da comissão de pós-graduação

 

Zani (à esquerda) e Adenilso (à direita) foram eleitos no último dia 29 de abril

O professor Sérgio Zani foi eleito, em sessão realizada no último dia 29 de abril, o novo presidente da Comissão de Pós-graduação (CPG) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Na mesma sessão, o professor Adenilso Simão foi eleito vice-presidente da Comissão. Os mandatos terão início no dia 21 de maio.

Zani possui graduação em Matemática pela Universidade Federal de São Carlos (1986), mestrado em Matemática pelo ICMC (1988), doutorado em matemática pela Universidade Estadual de Nova Jérsei (1993) e livre-docência pelo ICMC (2010). Desde 1987 é professor do ICMC e tem experiência na área de Equações Diferenciais Parciais Lineares e Análise Harmônica. 

Simão é bacharel em Ciências da Computação pela Universidade Estadual de Maringá (1997), possui mestrado (2000) e doutorado (2004) em Ciências da Computação e Matemática Computacional pelo ICMC. Realizou pós-doutorado no Centre de Recherche Informatique de Montreal (2008-2010) e, desde 2004, é professor do ICMC. Tem experiência na área de Engenharia de Software.

 


Mais informações
Assistência Técnica Acadêmica: (16) 3373.8109

Notas e comunicados


Oportunidades


Publicação: 19/08/2016
Oportunidade: mestrado profissional em matemática recebe inscrições até 12 de setembro

 
Os professores de matemática do ensino básico que buscam aprimorar sua formação acadêmica podem se inscrever, até o dia 12 de setembro, no Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT). O programa de pós graduação é gratuito e voltado especialmente para profissionais da rede pública. O processo seletivo é feito por meio do exame nacional de acesso, que acontecerá dia 22 de outubro para o ingresso na turma de 2017. O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, oferece 20 vagas. 
 
Os aprovados no processo seletivo que estejam ministrando aulas em escolas públicas podem concorrer a uma bolsa de estudos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no valor mensal de R$ 1,5 mil durante dois anos. A bolsa está condicionada ao compromisso de permanência no ensino básico público de matemática por, pelo menos, cinco anos após a obtenção do título de mestre. Para mais informações sobre o processo seletivo e os documentos necessários para concorrer à bolsa, acesse o edital completo. 
 
A prova será composta por 30 questões de múltipla escolha, que terão como objetivo avaliar os conhecimentos numéricos, geométricos, de estatística e probabilidade, algébricos e algébricos/geométricos dos candidatos. No ICMC, as aulas acontecerão de março a dezembro, às sextas-feiras, nos períodos da manhã e da tarde. Também haverá aulas em janeiro, de segunda a sexta-feira. 
 
“Eu recomendo a participação no PROFMAT porque o conteúdo que aprendemos nos ajuda muito a atuar em sala de aula. Como o foco é na resolução de exercícios, isso nos faz lançar um novo olhar para vários conceitos matemáticos”, explica o professor Fabrício Moreira, que participou do Programa. Fabrício conta que antes não conseguia dar muitos exemplos práticos durante as aulas, mas depois do PROFMAT ficou mais fácil mostrar onde as teorias poderiam ser aplicadas no mundo real.
 
Sobre o PROFMAT - Coordenado pela Sociedade Brasileira de Matemática e reconhecido pelo Ministério da Educação, o PROFMAT é realizado por uma rede de instituições de ensino superior e oferece mais de 1,5 mil vagas em todo o território nacional com o objetivo de, em médio prazo, ter impacto substancial na formação matemática do professor em todo o país. Na USP, o programa é de responsabilidade do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) e conta com três polos: um em São Carlos, no próprio ICMC; um em São Paulo, na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH); e o terceiro em Ribeirão Preto, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCLRP). Este ano, serão oferecidas 20 vagas em São Carlos e 15 em Ribeirão Preto.
 
Mais informações
Edital completo e inscrições: www.profmat-sbm.org.br
Serviço de Pós-Graduação do ICMC: (16) 3373.9638
E-mail: posgrad@icmc.usp.br
Oportunidades

Publicação: 17/08/2016
Participe da Maratona Brasileira de Programação: inscrições até 20 de agosto

Alunos de graduação e de pós-graduação da USP em São Carlos podem se inscrever na prova seletiva do ICMC

 

 Disputa pelo troféu da Maratona Brasileira de Programação está só começando

 

Se você quer representar o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, na próxima Maratona Brasileira de Programação deve se inscrever até 20 de agosto no processo seletivo que ocorrerá no Instituto. A seleção será realizada no próximo domingo, 21 de agosto, a partir das 14 horas, quando os estudantes serão desafiados a resolver, individualmente, 11 problemas de programação durante, no máximo, cinco horas.

Os 18 melhores colocados estarão classificados para formar equipes compostas por três alunos que irão representar o ICMC na etapa regional da Maratona, que acontece no dia 10 de setembro. Podem participar alunos de graduação e pós-graduação da USP, em São Carlos, independentemente do curso em que estejam matriculados. Também é preciso ter iniciado os estudos universitários em 2012 ou posteriormente, levando-se em conta a entrada no primeiro curso de graduação, ou ter nascido a partir de 1993 (confira os critérios neste link). Além disso, o estudante deve se cadastrar no portal Codeforces e se inscrever na seletiva por meio deste formulário eletrônicoicmc.usp.br/e/9a2ce A seleção do dia 21 será realizada no laboratório 6-303 do ICMC.

Além de todo o aprendizado que a participação em uma maratona de programação propicia aos estudantes, outra vantagem de se tornar um competidor é que a maioria das grandes empresas da área de tecnologia, como Google e Facebook, por exemplo, aplicam em seus processos de seleção questões muito similares às que aparecem nas maratonas. Dessa forma, participar das disputas passa a ser também uma vantagem competitiva no mercado de trabalho.

Trajetória de sucesso – O melhor resultado já obtido pelo ICMC na competição foi alcançado em 2013, quando uma equipe do Instituto venceu a Maratona Brasileira de Programação, além de alcançar a 69º colocação na disputa mundial. A conquista é fruto de um trabalho que vem sendo realizado no Instituto desde 1996. Um dos marcos nessa trajetória de sucesso foi a criação do Grupo de Estudos da Maratona de Programação (GEMA) em 2007, o qual realiza, durante todo o ano, treinamentos em laboratório e reuniões semanais. 

 

Campeões em 2013 (da esquerda para a direita): Luis, Bianca, Bruno e o técnico Filipe

 


 

Texto e fotos: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

 

 

Mais informações
Site da Maratona de Programação: http://maratona.ime.usp.br/
Formulário para inscrições: icmc.usp.br/e/9a2ce
Grupo de Estudos da Maratona de Programação (GEMA) no Facebook: https://www.facebook.com/groups/gemaicmc/

Oportunidades

Publicação: 11/08/2016
Oportunidade: bolsas de monitoria no ICMC

 

Estão abertas as inscrições para bolsas de monitoria em dois departamentos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. No Departamento de Ciências de Computação (SCC), os estudantes podem realizar as inscrições até o dia 18 de agosto; já no Departamento de Sistemas de Computação (SSC), as inscrições vão até dia 19. 

Em ambos, a monitoria é para o período de setembro a novembro deste ano, o valor mensal das bolsas é de R$ 300,00 e a carga horária é de oito horas semanais, sendo três dedicadas ao atendimento aos alunos. Podem se candidatar alunos de graduação e pós-graduação, desde que não possuam outras bolsas e tenham cursado a disciplina da qual serão monitores ou uma disciplina equivalente. Veja, a seguir, como se inscrever em cada um dos departamentos.

Departamento de Ciências de Computação - Para se inscrever como monitor em uma das 16 disciplinas oferecidas pelo SCC, o estudante deve enviar, para o e-mail scc-inscricoes@icmc.usp.br, as seguintes informações: nome completo; telefone; CPF e resumo escolar do Sistema Júpiter. Além disso, precisa especificar as disciplinas para as quais está se candidatando; informar se possui pedido de bolsa de estudos em andamento e se pretende se inscrever para monitoria em outro departamento. Confira as disciplinas disponíveis para inscrição: 

  • SCC0122 - Estruturas de Dados
  • SCC0172 - Introdução à Programação para Biologia Molecular
  • SCC0205 – Teoria da Computação e Linguagens Formais
  • SCC0205 – Teoria da Computação e Linguagens Formais
  • SCC0211 – Laboratório de Algoritmos Avançados
  • SCC0220 – Laboratório de Introdução à Ciência de Computação II
  • SCC0223 – Estrutura de Dados I
  • SCC0241 – Laboratório de Bases de Dados
  • SCC0241 – Laboratório de Bases de Dados
  • SCC0270 - Introdução a Redes Neurais
  • SCC0271 - Introdução à Bioinformática
  • SCC0540 – Bases de Dados
  • SCC0563 - Técnicas de Programação para Web
  • SCC0603 - Algoritmos e Estruturas de Dados II
  • SCC0604 – Programação Orientada a Objetos
  • SCC0661– Multimídia e Hipermídia

Departamento de Sistemas de Computação - Já os interessados em se inscrever como monitor em uma das sete disciplinas oferecidas pelo SSC deverão se inscrever por meio de formulário eletrônico: icmc.usp.br/e/d74d9. Confira as disciplinas disponíveis para inscrição:

  • SSC0114 Arquitetura de Computadores
  • SSC0118 Sistemas Digitais
  • SSC0143 Programação Concorrente
  • SSC0157 Tópicos Avançados em Comunicação
  • SSC0301 Introdução à Computação para Engenharia Ambiental
  • SSC0511 Organização de Computadores Digitais
  • SSC0570 Empreendedorismo

 


Mais informações
Secretaria do SCC: (16) 3373.9751/scc@icmc.usp.br

Secretaria do SSC (16) 3373.9655/ssc@icmc.usp.br

Oportunidades


Perfil


Publicação: 08/03/2016
Mulheres na matemática: afinal, existe uma questão de gênero?

Confira a resposta na voz de três mulheres, três professoras do ICMC que foram convidadas a refletir sobre a participação feminina na matemática

 

 

São muitas as iniciativas que buscam discutir e incentivar a participação das mulheres na matemática. Há diversos grupos em redes sociais, além de programas e workshops desenvolvidos em universidades de várias partes do mundo, sem contar os inúmeros artigos publicados sobre o tema. Neste Dia Internacional da Mulher, 8 de março, a USP lança a campanha Elas Sempre Podem, que busca empoderar as mulheres e defender a igualdade de gênero.

Em sintonia com a campanha, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, apresenta três entrevistas realizadas com professoras do Instituto. Convidadas a refletir sobre a participação feminina na matemática, elas apresentam a visão que têm sobre o assunto e lançam luzes para pensarmos também a respeito da participação da mulher no campo das ciências exatas.

Uma das entrevistadas, a professora Maria Aparecida Ruas, participará, na próxima sexta-feira, 11 de março, do Encontro Paulista de Mulheres na Matemática, evento que será sediado no Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (IMECC) da UNICAMP. Veja, a seguir, a questão de gênero na matemática sob a perspectiva de Maria Aparecida, Sueli Aki e Thaís Jordão.

 

A primeira mulher na chefia do Departamento de Matemática do ICMC

Ela está no ICMC desde 26 de outubro de 1981 e, mesmo aposentada, continua atuante, agora como professora sênior. Confira o bate-papo com a professora Maria Aparecida Ruas.

 

 

O que você pensa sobre a questão das mulheres na matemática? 

Eu acho que vale a pena olhar para essa questão, pois a presença das mulheres na matemática ainda é pequena e seria interessante pensarmos de que maneira poderíamos aumentar a inserção feminina na área.

Qual o principal motivo do menor número de mulheres dentro da matemática? É uma questão biológica, social, cultural, histórica ou uma combinação de todas as anteriores? 

Sem dúvida é uma combinação de vários fatores. Apenas não acredito que seja uma questão biológica e que os homens sejam mais inteligentes do que as mulheres. No entanto, a maneira como homens e mulheres abordam as questões científicas pode ser um pouco diferente e isso é bom porque as diferenças complementam e enriquecem a solução dos problemas.

Durante sua carreira, houve algum tratamento diferenciado por ser mulher? 

Na minha carreira essencialmente não sofri preconceito por ser mulher. Diferentemente das outras profissões, acredito que a universidade seja um dos lugares com menos dificuldades para que a mulher tenha uma carreira plena, com menores chances de sofrer preconceitos ou outras dificuldades. No meio acadêmico, a promoção na carreira é por mérito. Se uma mulher se destaca e tem um currículo melhor, a questão de gênero não deve influenciar. Em alguns momentos, podemos enfrentar obstáculos pelo fato das mulheres serem em geral mais sensíveis, agregadoras e evitarem discussões, mas acho que são questões naturais de convívio.

Em relação ao mercado, como você enxerga a inserção feminina na área da matemática? 

Poderia haver uma porcentagem maior de mulheres no mercado se houvesse mais inscritas em concursos. Esse baixo número está diretamente ligado às poucas mulheres nos cursos de graduação e pós-graduação na área de ciências exatas. Já em relação à contratação de mulheres como professoras universitárias, como eu disse, não acredito que haja problemas, pois, em geral, sempre o melhor é escolhido.

Você acredita que esse desequilíbrio entre homens e mulheres dentro da matemática gera algum prejuízo? 

Seria bom que houvesse mais mulheres. Muitas possuem aptidão em matemática e acabam não seguindo na área por diferentes motivos. Em qualquer segmento da sociedade, seja na política, na ciência ou em empresas, se há equilíbrio de gênero, isso reflete melhor o que acontece na sociedade. Além disso, o equilíbrio traria uma maior diversidade de pensamentos.

Qual seria uma possível solução para esse cenário? 

Além de programas de conscientização, acredito que seja necessário ter mais estímulo. Desde cedo, nas escolas e nas famílias, precisamos mostrar que a matemática pode ser um caminho. Assim, poderemos ter mais presença feminina na área.

Sua trajetória profissional a influenciou nas repostas anteriores? 

Alguma influência sempre tem porque, em geral, a gente reflete as informações e as vivências pelas quais passamos.

Por que você escolheu matemática e qual a maior recompensa de ser professora? 

Na verdade, eu nunca tive muitas dúvidas sobre o que queria. A matemática sempre foi uma das minhas principais motivações para a vida. Eu sempre quis ser professora, gosto de ensinar e já dava aula particular de matemática desde os meus 12 anos para alunos do ensino fundamental. A interação com os estudantes é de que mais gosto, sejam eles da graduação, pós-graduação ou até mesmo aqueles que já se formaram e ainda entram em contato. Aprendo com eles todo dia.

 

Uma das mais antigas professoras de matemática do ICMC 

Ela está no Instituto desde 19 de março de 1987 e continua em plena atividade. Confira o bate-papo com a professora Sueli Aki.

 

 

O que você pensa sobre a questão das mulheres na matemática? 

Eu não sei se o menor número de mulheres é uma questão de gênero. Algo que sempre me perguntei é sobre a quantidade no meio acadêmico, principalmente no campo das ciências exatas. Hoje, existem muito mais mulheres na área, mas na época em que eu entrei no Instituto eram poucas.

Qual o principal motivo do menor número de mulheres dentro da matemática? É uma questão biológica, social, cultural, histórica ou uma combinação de todas as anteriores? 

A carreira acadêmica é muito exigente. Para você chegar à academia, você tem que passar por mestrado, doutorado, pós-doutorado e conciliar tudo isso com a vida pessoal, família, filhos. Por isso, acredito que seja mais uma questão social. A dedicação que é exigida na vida acadêmica faz com que muitas mulheres tomem outros caminhos.

 

Durante sua carreira, você teve algum tratamento diferenciado por ser mulher? 

Não. Eu nunca senti preconceito nenhum.

Em relação ao mercado, como você enxerga a inserção feminina na área da matemática? 

Eu não vejo problemas em relação a isso. Acredito que nos concursos, por exemplo, não é levada em consideração a questão do gênero e sim o trabalho profissional. Há muito tempo as mulheres estão conseguindo seu espaço.

Você acredita que esse desequilíbrio entre homens e mulheres dentro da matemática gera algum prejuízo? 

Acredito que a diversidade acrescenta, mas ter a mesma quantidade de homens e mulheres através de um decreto não resolveria.

Qual seria uma possível solução para que essa questão social não interferisse tanto? 

Eu acho que a sociedade naturalmente está conduzindo isso, ela está mudando e os homens também estão evoluindo. Precisamos que a sociedade dê amparo aos pais no cuidado com os filhos através de creches, segurança, saúde, garantindo a eles segurança e autonomia. 

Por que você escolheu matemática? 

Eu fui atraída pela educação. Morava em Dracena, cidade pequena no interior paulista com 40 mil habitantes e as profissões que eu conhecia na época eram as tradicionais: engenheiro, advogado, médico, professor e assim foi fácil decidir unir educação e matemática. Então, me formei na UFSCar e, como tinha facilidade com matemática, me estimularam a seguir carreira acadêmica. 

Hoje, depois de quase 30 anos de carreira, sente-se realizada com a profissão? 

Eu me sinto muito realizada com o que me propus. O que mais gosto é da relação que estabeleço com os jovens. Parece que nós, professores, nunca envelhecemos porque conseguimos absorver essa energia dos jovens. Puro engano!

 

A mais caçula: ela chegou ao Instituto em 2014

 

Uma das características marcantes da mais recente professora contratada pelo ICMC é a irreverência. Confira o bate-papo com Thaís Jordão, que chegou ao ICMC no dia 31 de março de 2014.

 

 

O que você pensa sobre a questão das mulheres na matemática?

Eu acho um assunto extremamente delicado. Analisando alguns dados aqui do Instituto, nós vimos que a quantidade de mulheres decresceu, comparando-se o cenário de 2005/2010 com o atual. Isso parece ir totalmente contra os movimentos feministas que estão surgindo. Foi uma surpresa para mim. Eu esperava que esse cenário estivesse melhorando, mas não foi o que a gente viu. Esse fenômeno aqui no ICMC não é isolado.

Qual o principal motivo do menor número de mulheres dentro da matemática? É uma questão biológica, social, cultural, histórica ou uma combinação de todas as anteriores? 

Eu imagino que seja uma combinação de todas, mas ainda não existe uma resposta fechada. Esse é um dos motivos pelo qual surgiu o grupo de mulheres da USP Rede Não Cala, para pensarmos nesses pontos e tratar da violência de gênero.

Durante sua carreira, houve algum tratamento diferenciado por ser mulher?

Aconteceu com uma conhecida minha quando estava prestando concurso e fizeram a seguinte pergunta para ela: “Se você for aprovada, seu marido irá aceitar que você mude de cidade?”. Eu achei algo extremamente invasivo. Já no meu doutorado eu sentia muita diferença entre os colegas da turma. Na classe havia três mulheres e nove homens e era nítido que nós éramos sempre deixadas de lado. Por exemplo, quando a turma se reunia para discutir exercícios e vinha alguém de fora para fazer uma pergunta, raramente a questão era direcionada para as garotas. Parecia que éramos incapazes de responder. No começo, isso me incomodava. Porém, depois que eu percebi que tinha potencial, não ligava mais.

Em relação ao mercado, como você enxerga a inserção feminina na área da matemática? 

Acredito que elas ainda não têm muitas oportunidades. É claro que se há um número menor de mulheres na Universidade, é natural que elas apareçam menos no mercado. Mas o cenário ainda é extremamente precário.

Você acredita que esse desequilíbrio entre homens e mulheres dentro da matemática gera algum prejuízo? 

Sim. Uma vez que exista uma separação entre o que é de responsabilidade dos homens e o que deve ser realizado pelas mulheres, elas podem ficar sobrecarregadas. Por exemplo, se as atividades domésticas ficarem sempre a cargo das mulheres, elas poderão não dar conta de se dedicar à área acadêmica tanto quanto os homens.

Qual seria uma possível solução para esse cenário? 

Isso é o que discutimos nas várias redes de movimentos feministas. Eu acho que ainda não tem uma solução pronta para isso. Acredito que conscientizar e motivar as mulheres, mostrando que elas também são capazes, é o melhor caminho.

Sua trajetória profissional a influenciou nas repostas anteriores? 

Provavelmente influenciou porque a minha criação, assim como a da maioria das mulheres, também foi machista.

Por que você escolheu matemática e qual a maior recompensa de ser professora? 

Eu sempre quis fazer ensino superior, mas eu não sabia o que escolher. Como eu tinha facilidade com matemática, resolvi fazer o curso. Foi só durante a graduação que descobri que realmente gostava da área e comecei a ficar fascinada com a ideia de trabalhar com pensamentos abstratos. Hoje, não me arrependo da escolha. Quando eu vi que poderia ensinar que a matemática não é só uma coisa mecânica e que é possível enxergar o que há por trás dela, decidi que queria ser professora. O mais fascinante é quando você vê os olhos dos alunos brilharem depois de você lançar uma ideia e eles conseguirem entender que há algo muito maior por trás do que está na lousa.


Texto: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Fotos: Henrique Fontes (imagens de Maria Aparecida e Sueli) e Reinaldo Mizutani (imagem de Thaís)


Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666

E-mail: comunica@icmc.usp.br

Perfil

Publicação: 13/03/2014
A trajetória do menino que queria ser professor de matemática

Esta é a história de como um moleque que não era nada brilhante transformou-se em um matemático, fez seis pós-doutorados e dirigiu, em São Carlos, um dos mais renomados institutos de ciências exatas do país
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O ritmo que Plácido Táboas imprime à voz faz jus à origem de seu nome. Do latim, plácido quer dizer calmo, tranquilo, sossegado. Mas essa serenidade que emana das palavras do professor Plácido não condiz com as histórias das lutas por ele travadas no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 
 
Plácido é, antes de tudo, um forte. Diferentemente do sertanejo descrito por Euclides da Cunha em “Os Sertões”, os traços desse professor não são herança dos mestiços do litoral brasileiro, vieram do além-mar, mais especificamente da Espanha. Definindo-se como “um briguento, um questionador”, Plácido não se arrepende de ser assim: “A gente é feito de certo barro e não tem como mudar”.
 
Confira, na entrevista a seguir, a trajetória desse menino de Pirassununga que abandonou o cursinho do Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira (CAASO), onde estudava para prestar o vestibular de engenharia, porque queria ser professor de matemática.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O que o levou à Licenciatura em Matemática e qual foi o estímulo para seguir esse caminho?
Eu não era um bom aluno. Era um moleque de interior, pensava em jogar bola, fazer estripulias, brincar, mas tinha um pendor para ciências exatas. Em casa, não era considerado nenhum menino precoce ou genial. Os mais inteligentes eram minha irmã, Maria Carmem, e meu irmão Celso. Ela era dez anos mais velha do que eu; já o Celso, oito anos. Havia também o Henrique, seis anos mais velho.
 
Maria Carmem não fez faculdade, terminou o ensino médio, estudou matemática com professores particulares e passou em um concurso para ser professora em escola pública. Eu vi isso e me entusiasmei, tinha gosto pela matemática também e achava um bom caminho me tornar professor de matemática. Na época, era uma profissão valorizada, não fazia ninguém ficar rico, mas era digno e tinha muita respeitabilidade.
 
Já o Celso era um rapaz brilhante. Ele também terminou o ensino médio e passou no vestibular para engenharia sem fazer cursinho, aqui na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). No entanto, ele arrumou uma namorada, começou a querer casar e abandonou a engenharia. Acabou prestando um concurso tal como minha irmã e foi ser professor de matemática em Leme.
 

 

E seus pais, em que trabalhavam?
Meu pai era comerciante, um imigrante que veio sozinho da Espanha para o Brasil com 18 anos. Ele disse que estava indo para a Argentina e parou aqui para visitar um irmão. Acabou ficando. Arrumou um emprego em São Paulo, em uma revenda da Ford. Como o irmão morava em Pirassununga, acho que ele conheceu minha mãe lá e passou a ser operário no interior. Depois, deixou a fábrica e montou um comércio de pães e doces – uma espécie de confeitaria. Em paralelo, abriu uma relojoaria e criou uma seção de ótica. Por fim, vendeu o outro comércio e ficou só com esse último.
 
Minha mãe era dona de casa, ajudava nos negócios e tinha formação de corte e costura. Ela chegou a ter uma escola de corte e costura. Com a evolução do negócio do meu pai, abandonou tudo e começou a trabalhar mais no comércio.
 
Eles não tinham férias. Trabalhavam todo final de semana, só descansavam no domingo à tarde. Era dura a vida.
 

 

O jovem Plácido ajudava nos negócios da família?
Eu dava uma mãozinha, tinha algumas tarefas. Uma delas era limpar os vidros da loja. Também ajudava a atender o balcão, mas não tinha um horário fixo de trabalho. Lembro que certa vez meu pai abriu uma sorveteria, só que a tecnologia de fazer sorvete não era tão evoluída. Minha mãe levantava-se às 4 horas da manhã para fazer as caldas e, depois, tinha de bater o sorvete. Eu ajudava nisso.
 

 

Com o abandono do cursinho do CAASO, atrasou um ano sua entrada na faculdade?
Na verdade, contando esse ano do cursinho, foram três anos no total. Meus pais descuidaram e eu entrei na escola quando estava para fazer oito anos. Isso não foi culpa minha. Depois, eu perdi mais um ano no primeiro colegial.
 
Nesse tempo, havia algumas disciplinas em que me dedicava com afinco, com muito amor. Eu me entusiasmei com a literatura francesa e os poetas românticos franceses. Fazia traduções literárias das poesias sozinho. O professor de francês gostava muito das traduções. Eu não pegava o dicionário e fazia a correspondência das palavras. Lia, procurava entender o que o poeta queria dizer e, então, escrevia em português uma frase que traduzia aquela ideia.
 
Eu gostava também de português, sempre tive facilidade para redação, e de desenho geométrico e matemática. Só estudava essas coisas. Tive notas ótimas nessas disciplinas, porém, nas outras fui reprovado.
 

 

Qual foi a reação de seus pais?
Meu pai me ameaçou não me matricular mais e eu me assustei. Ele falou que ia procurar um emprego para mim. Quando chegou o momento de fazer a matrícula, o pessoal lá em casa não foi cuidar disso. Fui escondido, fiz a matrícula e eles me deixaram estudar. Então, eu me tornei um aluno razoável. Bem, se eu tivesse entrado na época certa na escola, não sido tão relapso em algumas disciplinas no primeiro colegial e não tivesse perdido esse ano do cursinho, eu teria ganhado três anos da minha vida.
 

 

Mas será que, de alguma forma, não foram importantes esses anos “perdidos”?
Acho que sim. Tinha um professor que eu admirava muito, o Mario Tourasse Teixeira, da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Rio Claro, onde me graduei em 1965. Ele me influenciou muito, não só na formação matemática, mas humanística também. Era uma pessoa fantástica. Uma vez, conversando com ele, eu disse: gostaria de voltar atrás na minha vida com a experiência que tenho agora. Eu ia estudar até latim! Não sei se meu caminho seria fazer matemática, porque eu gostava de outras coisas também, mas teria uma formação melhor. Ele falou: será que você não está enganado? Esse período que você acha que perdeu vadiando, não foi um tempo em que aprendeu muito e passou a conhecer coisas que a gente não aprende na escola? Respondi: pode ser, muitas coisas a gente aprende vivendo...
 

 

Houve outros professores relevantes na sua trajetória?
Lá de Rio Claro, uma pessoa igualmente importante é o professor Nelson Onuchic, que foi meu orientador de doutorado. Ele foi um exemplo, muito estimulante como orientador, como professor. Foi decisivo ter feito iniciação científica com ele quando eu era aluno da graduação.
 
Outro professor importante foi um americano, Jack Hale, com quem fiz meu primeiro pós-doutorado nos Estados Unidos. Ele faleceu há cerca de 4 anos e era uma pessoa especial, um matemático fora de série. Mas eu o conheci antes de ir para lá, o professor Nelson o trouxe para São Carlos. Aliás, o Nelson teve um papel relevante na atração de pessoas importantes para cá.
 

 

Em seu discurso de posse como diretor do ICMC, em 2002, o senhor afirma que “a principal função do diretor é criar condições, ser um facilitador das manifestações das lideranças, criando condições para que elas possam se expressar da melhor maneira”. Há algum exemplo desse tipo de atitude durante sua administração?
Fiz um grande esforço para que fosse criado o Departamento de Matemática Aplicada e Estatística (SME). Cosequentemente, foi criado o Departamento de Sistemas de Computação. Esse era um desejo de alguns grupos e eu achava justo que os estatísticos tivessem mais liberdade para se desenvolverem. Antes, o Instituto tinha dois departamentos: Matemática e Computação. Todas as discussões eram polarizadas, o departamento que tinha a maioria dos votos é que definia as decisões. Então, pensei: se nós criarmos um terceiro departamento, vai melhorar, ninguém terá maioria, teremos que negociar. Se isso tivesse acontecido antes, provavelmente, o nome do Instituto seria Instituto de Ciências Matemáticas de São Carlos e não ICMC. 
 

 

De fato, aconteceu uma grande discussão antes da mudança do nome do Instituto em 1998. O senhor acha que essa alteração não deveria ter ocorrido?
Não é que não deveria ter acontecido. Eu era contra a mudança do nome. Não acho isso importante, não mudou a história do Instituto. Justamente por isso não deveria mudar. É um nome inteligente, não privilegia a matemática. É um Instituto de Ciências Matemáticas, o que inclui computação, estatística, etc. Por que mudar? Eu era a favor de manter o nome porque nós temos uma dificuldade em manter tradições e elas são importantes.
 
Mas quando a gente fala que uma pessoa gosta de tradição, temos a impressão de que ela é retrógrada, reacionária, de direita. E não é assim. Daqui a 10, 15 anos, vamos mudar outra vez? Em vez disso, vamos tornar esse nome histórico. Que daqui a 100 anos seja o mesmo nome. Isso não quer dizer que não devemos evoluir. Continuo achando que o nome não é fundamental para definir o que se faz aqui dentro.
 

 

Outro fato marcante da sua gestão foi a ampliação das vagas do curso de Bacharelado em Ciências de Computação – de 40 para 100 – e a criação do curso de Engenharia de Computação – 50 vagas. Esse crescimento das atividades não foi acompanhado pelo aumento do quadro técnico-administrativo. Como foi lidar com esse desafio?
A gente foi se organizando. Houve um aumento no número de docentes, mas o número de funcionários não cresceu o quanto seria necessário. De certa forma, isso faz que nossos funcionários se organizem de uma forma bastante eficiente.
 
Mas o crescimento traz alguns prejuízos no dia a dia. A gente perde um pouco a naturalidade da convivência porque é preciso ser mais formal. E o fato de haver certa pessoalidade, por exemplo, na seleção de docentes, tornava mais fácil planejar o desenvolvimento do Instituto. Agora a gente contrata um docente por concurso, que é muito competente, mas muitas vezes não tem o perfil de que gostaríamos. Isso é muito importante em uma instituição acadêmica. Aliás, esse é um ponto sobre o qual a Universidade deveria se debruçar e resolver. 
 
Há, é claro, o lado positivo do crescimento: nossa inserção no contexto nacional e internacional. Quando éramos pequenos, nosso impacto era local. Agora, somos mais globais.
 

 

O que há de plácido em Plácido?
Eu passo a impressão de uma pessoa afável. Talvez eu seja afável. Mas vou ser honesto: briguei muito aqui. Eu nem sempre fui bem aceito. Quando me indicaram para diretor, eu não era da situação, mas da oposição. Na universidade, as pessoas que estão mais no começo da carreira são as que têm menos poder. E eu sempre tive muita afinidade com essa turma, então eu sempre fui oposição nesse sentido, por ser a parte mais fraca. Foi uma surpresa ter sido indicado diretor porque sempre fui muito questionador.
 
Mas foi bom, viu? Se eu fosse voltar atrás, não mudaria muita coisa não. Meu orientador, o Nelson, falava assim: a gente é feito de certo barro, e não tem como mudar.
 

 

 
Biblioteca Achille Bassi, um capítulo à parte
 
Houve um pequeno contratempo no início da gestão de Plácido: a obtenção de recursos para a construção do novo prédio da Biblioteca Achille Bassi. Segundo ele, o diretor anterior, professor Paulo Masiero, já havia conversado com a administração central da USP e os recursos estavam garantidos para o projeto.
 
No entanto, houve uma mudança institucional e o órgão que era responsável pelas construções, o Fundusp, deixou de existir. Conclusão: o dinheiro sumiu! “Eu briguei muito e, no fim, consegui a verba diretamente com o reitor, Adolpho José Melphi”, contou. No final da gestão de Plácido, a biblioteca começou funcionar parcialmente e foi inaugurado o último andar do prédio, onde está a hemeroteca. “Essa é uma das características do nosso Instituto: um diretor não procura derrubar o que o outro fez. Isso é uma das virtudes da nossa administração: a mudança de gestão não significa uma ruptura drástica na administração”, disse.
 
Ele também destacou o esforço pela realização do projeto de jardinagem para o entorno do novo prédio, desenvolvido pelo professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Sílvio Macedo, um dos responsáveis pelo projeto de reforma da Praça do Relógio da USP, no campus Cidade Universitária, em São Paulo.
 
 

Plácido (último à direita) com o professor Nelson Onuchic (na cadeira de rodas): 
um dos esforços de sua administração foi garantir acessibilidade aos prédios do ICMC
 

Dois filhos, dois netos
 
Casado com a também professora de matemática Carmem Maria, que conheceu quando estava fazendo faculdade em Rio Claro, Plácido tem dois filhos: Gustavo, que nasceu em 1971, logo que Plácido foi contratado pelo ICMC; e Ariane, a caçula, nascida em 1975. Formada em direito, Ariane é também psicóloga e trabalha atualmente na Prefeitura Municipal de São Carlos. Já Gustavo é formado em Engenharia Mecânica pela EESC, trabalha atualmente na AGCO, em Mogi das Cruzes, e tem dois filhos: Luca e Mateu.


Esta entrevista está disponível na revista ICMCotidi@no, edição 103, disponível eletronicamente no ISSUU (icmc.usp.br/e/488ae) ou em PDF (icmc.usp.br/e/4f79d).


Texto e fotos: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP


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Publicação: 29/10/2013
Talentos do ICMC: no motorista, vive a memória do trem

As 58 locomotivas e os 200 vagões que Luiz Matas – motorista do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos – têm em casa contam um pouco da história do País e o fazem voltar ao tempo em que embarcava no trem junto com o pai

 

Matas comprou seu primeiro trem elétrico aos 22 anos

Era 1974 e, aos 22 anos, ele ingressou no serviço público estadual como motorista na Secretaria de Negócios da Educação. Naquele tempo, um funcionário público demorava cerca de três meses para receber o primeiro salário. Bem, quando ele viu aquele dinheiro todo nas mãos, não teve dúvidas: foi direto à loja comprar seu primeiro trem elétrico, um Atma. Começava ali a coleção de trens do motorista do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, Luiz Matas.

 

Hoje, são 58 locomotivas e 200 vagões que sintetizam, em miniatura, a paixão desse motorista pelo trem. Uma paixão que começou quando o pai o levava para acompanhar seu trabalho de jornaleiro: todos os dias, às 12h40, em São Carlos, ele retirava os jornais que estavam no trem que vinha de São Paulo e os colocava nos vagões que partiam rumo a Ibitinga. Lá, desembarcava todos os jornais e montava sua banca.

 

A proximidade com os trilhos marcou a vida da família, que sempre morou perto da linha férrea, na Vila Prado, em São Carlos. Matas lembra-se, ainda, de quando estudava no Senai, onde se formou mecânico, e ouvia o apito da locomotiva a vapor, sempre às 9 horas. “Eu também adorava ir até a Livraria Íris, que ficava em frente à Igreja São Benedito, para ver o trenzinho elétrico montado. Naquela época, só quem era filho de rico podia ter um trem daqueles”, contou.

 

Associação trabalha na recuperação da Maria Fumaça 821

O nascimento de uma associação - De 1974, quando Matas comprou o primeiro trem, a 2006, ele só montou a pequena máquina umas duas vezes. A paixão permaneceu adormecida até ele passar a se reunir, por acaso, com um grupo de outros apaixonados por trem, na antiga Estação Ferroviária de São Carlos. “Eu saia para caminhar e acabava parando na Estação, onde outras pessoas que gostavam de trem costumavam ir”, explicou.

 

O grupo formado por cinco homens decidiu, então, reunir-se para montar uma maquete. O chefe da América Latina Logística cedeu uma sala para a turma se reunir na Estação. Em 2008, eles formaram a Associação São-Carlense de Ferreomodelismo, que conta hoje com mais de 30 associados. Nos dias 20 e 21 de junho de 2013, a Associação realizou o sexto Encontro de Ferromodelismo, que aconteceu na Estação onde toda a história começou. Cerca de sete mil pessoas estiveram no local para admirar as 16 maquetes expostas.

 

É também na Estação que está a Maria Fumaça 821, sobre a qual os membros da Associação se debruçam nos finais de semana. Voluntariamente, eles oferecem a mão de obra necessária para a recuperação dessa velha senhora, enquanto a prefeitura fornece o material. O objetivo é finalizar o trabalho no começo de novembro.

 

“A maioria das cidades do interior do Estado de São Paulo e do Brasil nasceu por causa dos desvios ferroviários ou do café, no começo do século XIX”, ensinou Matas. Para ele, é impossível separar o amor pelo trem do amor pela história.

 

Aventuras para lá das miniaturas - A primeira vez que Matas encarou uma aventura pelos trilhos reais do Brasil, já adulto, foi em 2010, viajando na classe econômica: “Eu e mais três amigos saímos daqui e fomos a Campinas. De lá, pegamos um voo para Belo Horizonte. Dormimos e, no outro dia, pegamos um trem de passageiro para Vitória. Foram 680 quilômetros e mais de 12 horas de viagem. Chegamos lá às 21 horas, pretinhos por causa do pó do minério de ferro”.

 

A aventura não acabou por ali. Um ano depois, os amigos repetiram a viagem. Mas, dessa vez, escolheram a classe executiva e curtiram os trilhos com direito a ar condicionado, conforto e nada de sujeira.

 

No final da conversa, só resta perguntar a Matas se vale a pena investir tanto nessas miniaturas. Sem hesitar, ele responde convicto: “Já fizemos eventos em Bebedouro, Ribeirão, Araraquara, Rio Claro, Bauru e Porto Ferreira. Vixe! O que eu conheci de gente, passeei, as amizades que fiz, as entrevistas que dei...” O trem enche de vida o motorista, que mantém viva a memória do trem.

 

Como se tornar um ferreomodelista - Um hobby voltado a reproduzir em escala as ferrovias, trens e tudo o que pode ser encontrado ao longo de uma linha férrea, como pontes, estruturas, riachos, montanhas, sinais, entre outros detalhes. O ferreomodelismo inclui também a reprodução da movimentação ferroviária, como a formação de composições, manobras, engates e desengates e outras operações ferroviárias, na busca por obter o maior realismo possível.

 

Em 1935, foi lançado por um fabricante alemão o "TRIX", primeiro trem de mesa em escala OO (1/76), muito parecido com a escala HO (1/87), que é a mais praticada no Brasil e no mundo. “O kit básico para quem deseja começar esse hobby é composto por uma locomotiva, três vagões, um oval de trilho e o controlador de velocidade. O custo médio desse kit é R$ 300,00”, revela Matas. Quem quiser aprender mais pode ir à Estação Ferroviária aos sábados e domingos à tarde, período em que os membros da Associação se reúnem para dar dicas aos futuros ferreomodelistas.

 

Matas recomenda aos iniciantes que, antes de começar uma coleção, vejam se de fato gostam da ideia e têm tempo para se dedicar ao hobby. Também é preciso ter paciência e gostar de trabalhos manuais para reproduzir artesanalmente todos os detalhes que compõem uma maquete.

 

Texto e fotos: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

 

Perfil


Pesquisa


Publicação: 20/06/2016
Aluno do ICMC utiliza técnica para classificar sentimentos de usuários no Instagram

Por meio da análise de textos e imagens é possível determinar se postagens são positivas ou negativas

 

Pesquisa de Gabriel rendeu prêmio de melhor projeto durante
intercâmbio realizado em universidade norte-americana

 

Como descobrir se os cidadãos de uma cidade ou de um país estão satisfeitos com os serviços oferecidos por uma instituição? A rede social é um bom caminho para sanar essa dúvida e foi com esse propósito que o aluno de graduação Gabriel Giancristofaro, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, utilizou uma técnica computacional que pode determinar, automaticamente, se os usuários do Instagram estão felizes ou insatisfeitos com alguma entidade, através da análise de infinitas postagens ou comentários. Seu projeto foi premiado na Universidade do Estado da Califórnia, campus de Fullerton, onde o estudante realizou intercâmbio. 

O modelo funciona da seguinte forma: por meio de um algoritmo, sequência de comandos que é passada para o computador a fim de definir uma tarefa, é possível analisar as imagens e textos (legendas e comentários) que são postados na rede social e classificá-los como positivos ou negativos. Tomamos como exemplo uma loja de eletrodomésticos que deseja medir o grau de aceitação dos clientes com seus produtos. Para que isso seja possível, a empresa deve apenas criar uma hashtag (palavra-chave antecedida pelo símbolo #) que remeta à loja ou ao produto vendido e, toda vez que um ou outro for mencionado, automaticamente o que foi publicado será coletado e classificado. 

“O computador conta quantas palavras tem cada frase e identifica, por exemplo, se o usuário escreveu termos ofensivos, elogios, algo em maiúsculo, ou então se repetiu alguma letra para dar ênfase a um argumento”, explica o estudante de Ciências de Computação. Gabriel fala ainda sobre a importância de analisar as imagens juntamente com os textos das postagens: “Nós fazemos essa junção para que o resultado seja mais próximo da verdade, tendo em vista que, às vezes, a pessoa está sendo irônica no texto”. O aluno diz que existem muitos trabalhos que analisam somente textos e a inclusão de imagens é a maior contribuição de sua pesquisa: “Esse estudo conseguiu concluir que a análise dos dois juntos melhora a classificação dos sentimentos dos usuários”. 

 

Publicação elogia serviço de limpeza em rodovia interestadual da Califórnia

 


Como tudo começou
 - Gabriel foi selecionado em novembro do ano passado para realizar um intercâmbio na Universidade do Estado da Califórnia, com o objetivo de desenvolver seu trabalho de conclusão de curso. A ideia de realizar o projeto surgiu depois que ele fez iniciação científica com o professor Jó Ueyama do ICMC. Com a ajuda do docente, o estudante entrou em contato com o pesquisador norte-americano Anand Panangadan, que se tornou seu orientador.

Sua pesquisa, que faz parte da área de aprendizado de máquinas, foi aplicada especificamente ao Departamento de Trânsito da Califórnia, que fazia o uso da #Caltrans. “Uma professora e uma aluna da área de comunicação da Universidade Politécnica do Estado da Califórnia, campus de Pomona, estavam conduzindo um estudo para descobrir como as pessoas enxergavam essa instituição de trânsito. O problema é que elas faziam a classificação dos comentários manualmente e em pequenas quantidades. Então, a gente se ajudou: eu ofereci o método para elas e, em troca, elas me passavam os dados”, conta o aluno que se forma no final deste ano.

O projeto Predizendo sentimentos em postagens de redes sociais com base em características visuais e textuais ganhou o prêmio Best in college, que contempla anualmente o melhor projeto entre alunos de graduação dos cursos de computação da Universidade norte-americana. Gabriel chegou aos Estados Unidos em janeiro para ficar um semestre desenvolvendo seu trabalho. Além disso, o aluno cursou três disciplinas interdisciplinares, que eram ligadas a negócios, tecnologias na engenharia de computação e segurança na computação. Durante o período de estada no exterior, recebeu uma bolsa do Banco Santander para arcar com os custos do intercâmbio.

“A experiência fora do Brasil mudou a visão que eu tinha do curso e do mercado de trabalho. O contato com outras pessoas, com os professores, faz com que você abra a cabeça. Para mim, foi algo que confirmou meu desejo de seguir na área de pesquisa”, afirma o estudante. Para ele, o sucesso de seu trabalho tem uma explicação: “Acredito que o diferencial foi eu ter buscado dar um sentido ao intercâmbio e não viajar apenas para passear ou aprender uma nova língua. Isso contribuiu para que o resultado fosse melhor”, finaliza o aluno. Ele redigiu um trabalho de conclusão de curso sobre seu projeto e o apresentará nesta terça-feira, 21 de junho, às 9h20, na sala 3-103 do ICMC, quando será avaliado por uma banca examinadora.

 

Postagem critica erros de ortografia em placa de sinalização do Departamento de Trânsito da Califórnia

 

Parceria – O contato feito pela Comissão de Relações Internacionais do ICMC (CRInt) com a Universidade do Estado da Califórnia para o intercâmbio de Gabriel possibilitou o estreitamento da relação entre as duas instituições. Em dezembro de 2015, membros da Universidade norte-americana visitaram o ICMC pela primeira vez e puderam conhecer um pouco mais sobre o Instituto.

Em maio deste ano, eles voltaram para a realização de um workshop, a fim de discutir possíveis contribuições entre as entidades. Professores do Instituto apresentaram suas áreas de pesquisa e encaminharam um acordo de intercâmbio para alunos de graduação e pós-graduação. A expectativa é que muitos outros estudantes possam entrar por essa porta de oportunidades que foi aberta por Gabriel.

 

Texto: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação ICMC/USP


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Pesquisa

Publicação: 16/06/2016
Mobilizações nas redes sociais levantam discussão sobre acessibilidade virtual

O uso das tecnologias assistivas também vem sendo discutido, como o projeto Facilitas Player, desenvolvido por aluna de doutorado e aluno de iniciação científica, ambos da USP, que conquistou o segundo lugar no Prêmio Nacional de Acessibilidade na Web (Todos@Web)

 


Tela do Facilitas Player com alguns recursos ao lado
 

Quando deu início às pesquisas para desenvolver sua tese de doutorado, defendida em maio deste ano, a aluna Johana Rosas, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, percebeu que não existia naquela época nenhum reprodutor de vídeos acessíveis para deficientes visuais ou auditivos. Foi então que nasceu a ideia de criar o Facilitas Player, uma ferramenta que disponibiliza vídeos com conteúdo alternativo (legenda, audiodescrição, transcrição e linguagem de sinais) para pessoas com deficiência ou idosos. O programa oferece diversas funções, como mudar o tamanho, a cor ou o fundo da legenda, adicionar anotações ao longo do vídeo, mudar o idioma e buscar palavras. Desenvolvido por Johana, em conjunto com o aluno de iniciação científica, Bruno Ramos, também do ICMC, o projeto recebeu o segundo lugar em um dos maiores prêmios de acessibilidade virtual do País, o Todos@Web, em 2014.

Ainda assim, de acordo com Johana, enquanto aprofundava seu projeto de doutorado, ela percebeu que o Facilitas sozinho não seria suficiente. “Quando fiz testes com usuários que eram autores de vídeos, surgiu a necessidade de ter uma ferramenta para criação de transcrição, e foi assim que nasceu o Transcript4All”, conta. Esse programa tem como objetivo ensinar produtores amadores de vídeo a tornar seus vídeos mais acessíveis. Além de possibilitar que o produtor faça a transcrição de qualquer vídeo salvo no computador ou que esteja no YouTube, o T4A, como ficou conhecida a ferramenta, oferece orientações de como fazer a acessibilidade corretamente.

Nos últimos meses, hashtags como #AcervoAcessível e #FacebookAcessível tomaram conta das redes sociais, retomando a discussão sobre a importância da inclusão de pessoas com deficiência no meio virtual. A ideia dessas hashtags é que cada usuário que poste uma imagem faça um breve texto descrevendo-a e explicando seu sentido, para que pessoas com deficiência visual possam ter acesso a ela através de leitores de tela.

 

Facilitas Player, uma ferramenta que disponibiliza vídeos com conteúdo alternativo 
(legenda, audiodescrição, transcrição e linguagem de sinais) para pessoas com deficiência ou idosos

 


Professor do curso de Sistemas da Informação na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, Daniel Cordeiro explica que a maioria das tecnologias assistivas para deficientes visuais funcionam a partir de sintetizadores de voz. Essas ferramentas descrevem textualmente elementos da interface gráfica da tela, utilizando o sintetizador para gerar uma representação audível daquela descrição. Por conta disso, os deficientes enfrentam muitas dificuldades ao navegar pela Internet. “As páginas na Internet são projetadas para que sejam visualmente atraentes. Isso significa usar recursos multimídia mais atrativos, como imagens ou animações, no lugar de texto, o que atrapalha o funcionamento das tecnologias assistivas”, explica o professor.

No Brasil, a garantia da acessibilidade virtual é obrigatória e foi determinada pela Lei 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI) ou Estatuto da Pessoa com Deficiência – com outras medidas de acessibilidade. No entanto, a grande maioria das páginas na Internet ainda não estão de acordo com essa lei, como explica Katia Regina Cezar, que realizou pesquisas na área de inclusão de pessoas com deficiência e é atualmente doutoranda em Direito do Trabalho pela Faculdade de Direito da USP. Para ela, o estatuto trouxe maior visibilidade social para os direitos das pessoas com deficiência, mas, por conta da falta de conscientização e de mecanismos efetivos de fiscalização, não foi suficiente. “A negativa de acesso à informação e comunicação às pessoas com deficiência afeta diretamente o direito à cidadania, dificultando ou até mesmo impedindo sua participação social. É importante mencionar que a negativa de acesso é considerada atitude discriminatória”, adiciona.

Katia diz ainda que a inclusão digital é um dever e um direito de todos. “O Estado e as empresas poderiam oferecer cursos gratuitos de audiodescrição, e o ensino obrigatório do idioma libras poderia ser incluído no currículo da rede regular, como o do português. Estas questões podem ser facilmente fundamentadas na Lei Brasileira de Inclusão”, afirma. Johana concorda que todos devem participar, mas lamenta que muitos clientes, na hora de contratar um serviço, não façam questão de garantir que o site encomendado seja acessível. “Acontece que os desenvolvedores de websites não conhecem acessibilidade”, diz. “Ano passado fizemos um questionário e muitos nem sabiam o que era, outros explicavam que demora muito implementar.”

Cordeiro, por sua vez, acredita que estamos no caminho certo. Ferramentas que utilizam inteligência artificial para reconhecer e descrever imagens já estão sendo desenvolvidas, e são indicativos positivos de que as tecnologias assistivas ainda têm muito o que avançar. “A dificuldade agora é fazer com que seja possível disponibilizar essa tecnologia ao grande público. Para oferecer serviços desses em grande escala é preciso de muito investimento”, afirma. “É um processo lento, dificultado pela criação contínua de novas tecnologias, que muitas vezes se tornam populares antes que as suas implicações em problemas de acessibilidade sejam compreendidas. Mas é preciso conscientizar os desenvolvedores e mostrar que preocupações com acessibilidade devem ser prioridade.”

 

Texto: Leticia Fuentes - Jornal da USP

 

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Pesquisa

Publicação: 06/06/2016
Parceria entre pesquisadores das áreas de tecnologias educacionais e engenharia de software busca ampliar impacto social de projetos

Iniciativa de pesquisadores da USP, da Universidade Estadual de Maringá e da Universidade Federal de Alagoas visa fortalecer parceiras com empresas, gerar mais impacto social e estimular mobilidade de estudantes das três instituições

 

Projeto será realizado nos próximos quatro anos pelas três instituições parceiras


Gerar pesquisas de mais qualidade nas áreas de tecnologias educacionais e engenharia de software, romper fronteiras para a formação de profissionais mais qualificados, estabelecer mais parcerias com empresas, fomentando a transferência tecnológica e, consequentemente, gerar mais impacto social. Esses são as principais metas de um Projeto de Cooperação Acadêmica (Procad) estabelecido entre o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, a Universidade Federal de Alagoas e a Universidade Estadual de Maringá (UEM). Com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), as três universidades trabalharão juntas, nos próximos quatro anos, para alcançar esses objetivos.

“Com esse projeto, buscamos fortalecer a rede de colaboração nacional na formação de recursos humanos e nossa relação com a indústria para termos mais transferência tecnológica. Queremos desenvolver produtos buscando um impacto social transformador por meio da disponibilização dessas novas tecnologias educacionais para a sociedade”, conta o professor José Carlos Maldonado, coordenador do Procad pelo ICMC. Segundo Maldonado, a ideia é investir na produção de conteúdos abertos, tais como recursos educacionais abertos (REAs), Massive Open Online Courses (MOOCs) e softwares livres. “Queremos olhar para esse novo cenário que está impactando a educação à distância”, completa o professor.

Para o professor Ig Bittencourt, da UFAL, há diversas barreiras a serem superadas para que o conhecimento gerado nas universidades não fique restrito aos artigos científicos publicados. A primeira barreira é cultural. “Nesse grupo de pesquisadores do Procad, essa barreira já não existe porque não estamos interessados apenas em fazer pesquisas e publicar artigos, queremos transferir esse conhecimento para a sociedade”, diz Bittencourt. A segunda barreira é tecnológica: o professor explica que muitos experimentos realizados nas universidades têm foco restrito na solução de um determinado problema e não na criação de uma nova ferramenta tecnológica para a educação. Nasce, então, a necessidade de serem realizadas parcerias com empresas que já possuem plataformas educacionais, para que as soluções pontuais encontradas nas pesquisas acadêmicas possam ser inseridas nessas ferramentas já existentes.

Segundo Bittencourt, há, ainda, barreiras financeiras e de qualificação profissional que devem ser consideradas. Daí a relevância de se promover a mobilidade nacional. “A interação entre os estudantes das três universidades contribui para formarmos recursos humanos com mais qualidade, propiciando o surgimento de novos olhares e uma troca cultural”, ressalta Maldonado. “Propiciamos, assim, a integração de competência e habilidades entre estudantes de um programa mais consolidado, como o do ICMC, com programas mais emergentes”, acrescenta o professor.

Exemplo de sucesso – A história de Edson Oliveira Junior, professor da UEM, é um exemplo do tipo de resultado que uma parceira estabelecida via Procad pode gerar. Em 2006, depois de concluir seu mestrado na UEM, Junior veio fazer doutorado no ICMC. Antes que o jovem finalizasse seu projeto de pesquisa, foi criado um Procad entre a UEM, o ICMC e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Tal parceria propiciou que ele realizasse alguns experimentos de seu doutorado na Dell, uma das empresas instaladas no parque científico e tecnológico da PUCRS. 

Além disso, Junior foi bolsista do Procad em duas ocasiões: antes de se tornar doutor e logo depois de obter o título. Em 2011, ele foi aprovado em um concurso público na UEM e tornou-se professor da instituição. “Quero dar a oportunidade que tive para outros alunos. Na UEM, temos um programa de pós-graduação de menor porte, é muito importante que nossos alunos tenham a experiência de ver como funcionam outras universidades. Isso contribui para que eles entendam como é o processo de pesquisa e o estabelecimento de parcerias entre academia e indústria”, destaca.

A tecnologia a serviço da tecnologia – A professora Itana, da UEM, explica a relação de mão-dupla que existe entre as áreas de tecnologias educacionais e engenharia de software: “Tudo o que a gente chama de tecnologia para a educação é um conjunto de ferramentas que vão tornar uma aplicação viável para que alguém possa aprender. E toda a ferramenta tecnológica que é produzida tem uma engenharia por trás”. Itana ressalta que o termo engenharia de software abarca desde a concepção do software, a especificação de seus requisitos, a definição da arquitetura, da linguagem e da tecnologia que será usada em cada ferramenta. Ou seja, para que um profissional desenvolva uma ferramenta voltada à educação, precisará, necessariamente, empregar conceitos de engenharia de software. “Por outro lado, as tecnologias educacionais podem ser aplicadas no aprendizado de engenharia de software”, acrescenta a professora.

Por isso, um dos primeiros projetos que surgirão da parceria entre ICMC, UFAL e UEM é exatamente a criação de cursos voltados a ensinar conceitos de engenharia de software. Para disponibilizar esses novos cursos, os pesquisadores pretendem utilizar uma plataforma que já foi criada no ICMC: o portal Automatização de Teste de Software, uma iniciativa do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre (NAP-SoL) e do Centro de Competência em Software Livre (CCSL).

“Queremos criar um ambiente para que possamos coletar resultados e fazer experimentos. Também queremos que seja um espaço aberto, permitindo que outras pessoas o utilizem e ajudem a aprimorá-lo”, afirma Itana. “Outra possibilidade é desenvolvermos recursos educacionais abertos para professores da rede pública e para idosos. No ICMC, já temos cursos voltados a esse público. Queremos adaptar esses conteúdos e disponibilizá-los na web a fim de que possam ser replicados em outras regiões do Brasil”, completa a professora Ellen Francine Barbosa, vice-coordenadora do Procad.

As perspectivas promissoras do projeto prometem render frutos nos próximos quatro anos, tempo previsto para o Procad. O workshop que marcou o início da parceria aconteceu nos dias 23 e 24 de fevereiro, no ICMC. A expectativa da UFAL e da UEM é de que, antes do final do projeto, possam fazer os processos seletivos para o ingresso de seus primeiros doutorandos, ampliando seus respectivos programas de pós-graduação, que hoje só oferecem mestrado.


Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC


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Pesquisa


Projetos em Rede



Reconhecimento


Publicação: 18/08/2016
Alunos do ICMC recebem prêmio em Escola Regional de Alto Desempenho

 

Leonildo e Henrique (da esquerda para a direita) foram premiados pelo melhor pôster

 

Os alunos de pós-graduação Leonildo de Azevedo e Henrique Shishido, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, foram premiados durante a  Escola Regional de Alto Desempenho de São Paulo, realizada entre os dias 3 e 5 de agosto, na Universidade Presbiteriana Mackenzie

A Escola tem como objetivo estimular o estudo e a pesquisa nas áreas de arquitetura de computadores, processamento de alto desempenho, sistemas distribuídos e aplicações. Leonildo é mestrando e Henrique doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciências de Computação e Matemática Computacional do ICMC. Ambos são orientados pelo professor Júlio Estrella e foram premiados pelo melhor pôster de pós-graduação com o trabalho Estudo Comparativo de Desempenho e Consumo de Energia em Arquiteturas de Alto Desempenho

 

 

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Site do evento: http://www.mackenzie-eradsp.net/
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Reconhecimento

Publicação: 09/08/2016
Alunos do ICMC são premiados em Simpósio Nacional de Probabilidade e Estatística

 

A aluna Luisa (segunda à esquerda) foi orientada pela professora Katiane e
o aluno Thiago foi orientado pelo professor Adriano (último à direita)

 

Os alunos Thiago Biondo e Luisa Hebling, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, foram premiados no XXII Simpósio Nacional de Probabilidade e Estatística (SINAPE 2016), realizado entre os dias 24 e 29 de julho, em Porto Alegre (RS). Luisa foi a segunda colocada e Thiago ficou com o terceiro lugar no concurso que contemplou os melhores trabalhos de iniciação científica do ramo no país.

A aluna Luisa desenvolveu o trabalho Metódo dos Momentos e Técnica Bootstrap no Ajuste de Distribuições Zero-Modificadas Biparamétricas, que foi orientado pela professora Katiane Conceição. Já Thiago foi reconhecido pelo trabalho Modelos de Sobrevivência Bivariados Baseados em Cópulas Arquimedianas: Uma Abordagem Bayesiana, que foi orientado pelo professor Adriano Suzuki. Além de apresentarem seus projetos, os alunos do ICMC participaram de palestras, minicursos e de uma mesa redonda com profissionais da área.

O SINAPE é o maior evento da comunidade acadêmica de estatística no Brasil e é organizado a cada dois anos pela Associação Brasileira de Estatística. Em cada edição, são promovidos concursos de iniciação científica na área de Estatística entre os alunos de graduação do Brasil que estejam inscritos em projetos de iniciação científica nas universidades brasileiras ou que tenham realizado trabalho científico na conclusão de seu curso. 

 


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Reconhecimento

Publicação: 28/06/2016
Aluno do ICMC participa de projeto que propõe ampliar acesso de pessoas com deficiência ao mercado de trabalho

Estudante do curso de Engenharia de Computação contribuiu com o desenvolvimento de iniciativa para a cidade de Barueri, que é finalista na competição internacional Mayors Challenge 2016

 

 


Barueri é uma das 20 cidades na América Latina e Caribe selecionadas como finalistas no Mayors Challenge 2016, promovido pela Bloomberg Philanthropies, uma competição que incentiva as cidades a desenvolverem ideias inovadoras para resolver problemas urbanos, melhorar a vida dos cidadãos e que tenham potencial para serem reproduzidas em outros locais. O município está concorrendo ao primeiro prêmio de USD 5 milhões e a quatro prêmios de USD 1 milhão, que serão entregues no final deste ano.

O projeto que levou a cidade a estar entre as finalistas foi desenvolvido com a colaboração de cinco estudantes da USP, em São Carlos. Entre eles está Murilo Pratavieira, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC). Ele é aluno de Engenharia de Computação, curso oferecido em parceria com a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). Também participaram do projeto mais quatro alunos do curso de Engenharia Civil da EESC: Ana Luiza Santos de Sá, Gabriela Nicoleti de Freitas, Guilherme Rocha Eller e Lucas Bello Gonçalves.

O projeto propõe aumentar o acesso ao mercado de trabalho para pessoas com deficiência com a criação de uma rede física e virtual para melhorar a capacitação para o trabalho, analisar as condições dos locais de trabalho e prestar assistência técnica aos empregadores e candidatos a emprego. A proposta é unir uma ferramenta tecnológica (plataforma digital) e uma equipe interdisciplinar para permitir o cruzamento de informações de vagas de trabalho com as habilidades vocacionais da pessoa com deficiência, tendo como retaguarda instituições educativas destinadas à capacitação. Isso possibilitará o planejamento de estratégias e ações, de acordo com os requisitos da pessoa com deficiência, do mercado e das instituições educativas.

O projeto apresentado por Barueri foi selecionado entre 290 propostas cadastradas. O município é uma das cinco cidades do Brasil concorrendo ao primeiro prêmio, as outras são Corumbá (MS), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). As 20 ideias finalistas foram avaliadas segundo quatro critérios básicos: visão, potencial de impacto, plano de implementação e possibilidade de serem reproduzidas em outras cidades. A equipe de Barueri e das outras finalistas participarão de um evento de dois dias em Bogotá, na Colômbia, o Bloomberg Philanthropies’ Ideas Camp, na qual trabalharão com especialistas e cidades congêneres para melhorar ainda mais suas propostas.

"Recebemos uma quantidade tão grande de boas ideias para este Mayors Challenge que escolher apenas 20 finalistas já foi, por si, um grande desafio. Essas ideias realmente captam a diversidade da região e a criatividade e compromisso de seus líderes e cidadãos em melhorar as cidades. Cada uma delas tem potencial de melhorar as vidas dos residentes locais e, caso funcionem, de serem amplamente difundidas", disse Michael Bloomberg, fundador da Bloomberg Philanthropies e três vezes prefeito da cidade de Nova Iorque (EUA). “Estamos animados para trabalhar com Barueri em sua proposta e concorrer ao primeiro prêmio”, finalizou.

 

Com informações da Assessoria de Comunicação da EESC e da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Barueri

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